Na próxima 4ªfeira, 31.08.2005 pelas 21:00, terá lugar mais uma
tertúlia.

O tema será:
Partidos politicos brasileiros e o fenómeno Lula-PT

Convidado Especial:
Jorge Gustavo
Universidade Regional de Blumenau - Santa Catarina

Caros membros e simpatizantes,

Na próxima 4ªfeira, 31.08.2005 pelas 21:00, terá lugar mais uma
tertúlia no espaço "Loucos e Sonhadores", Travessa Conde Soure, nº 2
(Junto à Ler
Devagar) no Bairro Alto.

O tema será:
Partidos politicos brasileiros e o fenómeno Lula-PT

Convidado Especial:
Jorge Gustavo
Universidade Regional de Blumenau - Santa Catarina

Participação aberta a todos os interessados.

Luís Guerreiro

MLS-Secretário

O combate que se trava hoje nos um pouco em todo o mundo Ocidental, com especial intensidade nos Estados Unidos, apesar do que é propagandeado, não é um combate essencialmente cultural. Repito. Não se trata essencialmente de um combate de entre duas culturas divergentes.

Nem sempre “conservadores” e “liberais” (eu explico as aspas no fim*) se regem por códigos diferentes, e nem sempre os valores que respeitam em áreas como a política, economia, justiça, etc, são tão dissimilares como isso. É claro que nos dois extremos do espectro pode-se dizer que são diametralmente opostos. Mas isso é, na minha opinião, não é essa a natureza da questão do liberalismo - conservadorismo.

Para perceber do que falo é melhor ver o que regra geral aparece nos meios de comunicação como exemplos da tal luta cultural (que na maior parte das vezes os jornalistas não têm a capacidade ou vontade de por em perspectiva). Veja-se o exemplo da religião V. estado que é sempre desenhada como uma luta entre fieis e ateus (e as respectivas organizações) quando o que está em questão não são as respectivas diferenças de crença mas sim a influência que a religião deve ter para o cidadão comum. Ou o tema da sexualidade, em que se põe a questão como se o objectivo fosse a definição de normalidade quando o verdadeiro problema é sim a definição do poder que a comunidade tem (ou não) para definir padrões comportamentais.

As questões essenciais que emergem destes dois exemplos (e de muitos outros que podia ter escolhido) são sempre as mesmas: o individuo e colectivo. Maiorias e minorias. Direitos e limites. A imagem que sempre se passou sobre todos estes temas está errada. Sempre quiseram fazer crer que se está a discutir moral, quando na realidade se está a discutir autonomia individual.

A grande confusão que surgiu de todos estes temas actuais foi que as pessoas habituaram-se a pensar numa lógica colectiva, a pensar em reposta para a sociedade em geral em vez de pensarem em respostas para si. O problema nunca é a forma como gerimos as acções que só a nós nos dizem respeito mas sim quando procuramos razões para justificar a colonização intelectual dos outros e quando usamos meios para criar uma ortodoxia.

Como disse anteriormente não é uma guerra de cultura mas sim uma guerra muito mais antiga e que tem ocupado o “palco” desde o começo da idade moderna (talvez mesmo antes sobre formas menos óbvias), é um conflicto entre aqueles que acreditam em visões (impossíveis) de simplicidade e uniformidade e aqueles que aprenderam a viver com um mundo complexo e diverso em que a verdadeira ameaça não é a pessoa que discorda do que dizemos mas sim aquela que nos quer impedir de fazermos as nossas próprias escolhas.

*Parece-me claro quanto a mim que as definições correctas de liberal e conservador não assentam tanto no que o individuo acredita ou pensa mas sim no seu respeito pela individualidade.

* Concordo\n* Não concordo\n* Há muitos pormenores por definir antes de se poder dizer sim ou não\n

O combate à fraude fiscal é hoje uma mera ilusão.
Hoje todos os políticos sabem que acabando com a fraude fiscal vamos aniquilar tudo o que resta da estrutura empresarial em Portugal. O desemprego irá subir ainda mais, o investimento vai descer e atingiremos o fosso económico apelidado de estagflação.
Muitas empresas apenas se mantêm em Portugal porque conseguem fugir aos impostos, outras tantas há que se forem obrigadas a pagar os impostos adequados, simplesmente fecham as suas portas.
Já as empresas que pagam os seus impostos têm entre os seus clientes os que fogem e por isso saem igualmente prejudicados com o seu encerramento.
E o pior de todo este cenário é que há socialistas e sociais-democratas que vêem este argumento como uma justificação para não cobrar os impostos e permitir a fuga ao fisco.
A verdade é que nós temos um nível de impostos completamente insustentável e fugir aos impostos é hoje mais rentável do que ser eficiente na actividade que se pratica. E é lógico para qualquer pessoa que a nossa economia não pode ser baseada em fuga aos impostos.
A única solução é acompanhar o combate à evasão fiscal da descida dos impostos, mas ainda essa será pouco. Se por outro lado, formos gastar o dinheiro em iniciativas que só têm retorno passado 10 anos estamos a condenar o país à falência. É imperativo reduzir a despesa pública para valores aceitáveis.
Para se conseguir fazer na sociedade um bom trabalho social primeiro precisamos de potenciar o emprego e criar riqueza para sustentar as várias iniciativas. Só aí podemos fazer uma diferença a nível de garantir mais direitos e mais justiça social.
A base para a nossa economia tem de ser baseada em Justiça e Eficiência e o sistema que temos actualmente não nos permite nenhuma delas.

Retrato de Miguel Duarte

Já se falou aqui muito em elefantes brancos, uma espécie de elefantes, que ao contrário de outros, infelizmente, está muito longe da extinção. Hoje, não vou escrever sobre os portugueses, que se têm reproduzido muito bem, graças a políticos como o Santana Lopes e José Sócrates, mas dos Gregos! :)

Eram investimentos mesmo necessários para o país:

It would have been worth it even if the cost had been double what we paid, says Spyros Cladas, who goes by the Orwellian title of General Secretary of Olympic Utilisation. The benefits were material with new infrastructure, but also (the Olympics) gave Greece a new identity and better recognition.


Mas parece que houve alguma falta de planeamento:

A senior government official once admitted to me that the only plan he had seen prior to the Games simply had "conference centre" marked next to a list of almost every facility. To make matters worse, the authorities failed to see the wisdom of constructing temporary venues for some sports, as previous Olympic host cities have done. Everything in Athens is set in concrete, even the facilities for sports which are of minimal interest to the average Greek, such as baseball, softball and hockey. These are three of the immaculate stadiums now standing idle at the Hellinikon complex. They are top quality buildings each and every one. At the baseball stadium the sprinklers pump out gallons of water every day to keep the grass in perfect condition. But the bright blue plastic seats are all empty and nobody knows when or if they will ever be filled again.


Isto faz-me lembrar tanta coisa. Dá-me uma sensação de coisas que já vi em algum lado. Graças ao excelente Governo Grego, os cidadãos gregos têm agora imensos estádios, em Atenas, que não utilizam e ainda precisam de pagar por eles:

My government asks us to pay 100 million euros ($121m) per year from our taxes (to maintain the Olympic venues) and I don't use them, I don't see them, I don't go there as a viewer or as an athlete. Nobody uses them and nobody tells you what's going to happen next year. Wouldn't you get mad?


A minha grande conclusão é que o Governo Grego também nunca ouviu falar de "estudos financeiros". Será que não podíamos aprender um pouco com os outros, para variar?

Nota: As citações foram retiradas de um artigo da BBC News

* Sim\n* Não\n* Depende\n* Não sei\n

A Fátima não é capaz de estar muito tempo calada sem mandar mais um daqueles brilhantes comentários.
Agora veio dizer que se tivesse imunidade política, jamais a utilizaria. Segundo esta senhora de grandes valores, utilizar imunidade política é uma grande falha de moralidade.
Fugir do pais num porta-bagagens para apanhar um avião em Espanha até ao Brasil é aceitável e compreensível, mas utilizar o direito concedido de imunidade política era completamente imoral.

Não percam o próximo episódio,
porque nós TAMBÉM NÃO !

Retrato de Miguel Duarte

A decisão política está tomada e José Sócrates já assumiu que vai avançar com a construção de um novo aeroporto internacional na Ota. Mas só agora, com o lançamento de um concurso público para seleccionar o novo consultor financeiro que desenvolverá os estudos de viabilidade económica do projecto, é que se irão dar os primeiros passos para aferir se o investimento representa uma boa aplicação dos recursos económicos e tem condições para ser um sucesso.


Fonte: Público

Só tenho uma palavra: Demissão

Quem se prepara para gastar entre 2.500 a 4.500 milhões de € sem qualquer estudo económico não é merecedor da confiança de quem quer que seja. Decisões deste nível têm que ter fundamentação económica, é o nosso dinheiro (de contribuintes) e o nosso futuro que está em jogo.

Hoje a nossa função publica deu-me mais um banho de realidade.
Precisava de ir à segurança social e aproveitei para ir à loja do cidadão onde tudo é super-rapido... ou não...
Sabendo já de um grande atraso fui as 3:30 da tarde antes de ir visitar um cliente.
Assim tinha tempo para ir ao cliente voltar ao emprego, esperar pelas seis horas e voltar lá para ser atendido.
Qual não foi o meu espanto quando la cheguei e me disseram que já não davam mais senhas. Faltavam QUATRO HORAS para o encerramento, as 19:30 e já não davam mais senhas. Estamos em pleno Agosto, há pouca gente em Lisboa e eles têm uma fila de espera de mais de QUATRO HORAS e interrompem assim a distribuição de senhas.
Quando Portugal tem uma função pública de uma dimensão exorbitante, como é possivel que demorem tanto para nos atender?
A resposta que me deram foi: tem de vir amanhã o mais cedo possível. Concluem eles que eu não tenho mais nada que fazer, tenho como profissão ser cliente da função pública.
Isso porque Portugal vive inteiramente para a função publica.
Quando a grande fatia da riqueza gerada em Portugal é utilizada para alimentar o estado e a função publica, devemos concluir que todos estamos ao seu dispor e trabalhamos para esta.
Afinal não é a função publica que serve o país, é o país que serve a função publica.

Mas eu nem pedi segurança social nenhuma. Com os gastos que o nosso estado tem, com o tempo que nós perdemos de trabalho para tratar destes assunto e com a ineficiência do serviço como seria possível não termos uma segurança social falida?

Eu não quero ter segurança social, eu não quero ter mais um cartão na carteira, não quero mais um número para preencher, não quero tirar mais essa fotocopia, nem mais um assunto para ter que me chatear ocasionalmente.

Quero a liberdade de abdicar da segurança social.