Saldanha Residence - Zona de Refeições
Retrato de Luís Lavoura

Durante os próximos 3 anos, subsídio fiscal até 250 euros a quem compre um computador pessoal. Justificação: apoio à sociedade de informação.

Muitas pessoas compram um computador só para jogar. Ou então para escrever cartas em word. Ou então para fazer cálculos em excel. Ter um computador de forma nenhuma significa que se participe na sociedade da informação.

(Pode também ter-se um computador só para blogar...)

É este tipo de atividades que, indiretamente, o governo pretende agora subsidiar.

E há boa justificação? Não. Os computadores são (cada vez mais) baratos. Caro é o software, e a utilização da internet. O hardware, o computador, é barato, pelo que não se justifica ajudar na sua compra.

Mais um disparate, cheio de boas intenções, do governo.

Retrato de Luís Lavoura

Chegaram ontem a Cabul, num grande avião militar de carga, os boletins de voto para as próximas eleições afegãs. Os boletins foram impressos na Inglaterra e na Áustria.

Pergunto: não haverá no Afeganistão tipografias capazes de imprimir boletins de voto? Não ficaria muito mais barato imprimir os boletins de voto localmente, do que fazê-lo na Europa e depois tansportar os impressos, de avião, para o Afeganistão? Alternativamente, se no Afeganistão nem tipografias há, não as haverá mesmo ao lado, na Índia ou no Irão, países que organizam regularmente as suas próprias eleições?

Parece claro que, até em matéria da impressão de boletins de voto, a ajuda internacional é uma forma encapotada de os Estados europeus subsidiarem as suas indústrias. Neste caso, o subsídio dirige-se às tipografias inglesas e austríacas. Em detrimento do apoio à construção de uma economia local.

Retrato de Miguel Duarte

Primeiro um pouco de história:

Mário Soares
(n.1924)

Estadista nascido em Lisboa. Enquanto jovem participou em acções de resistência contra o regime de Salazar e Caetano, tendo conhecido as prisões e o exílio. Participou activamente no Movimento de Unidade Democrática (MUD), na campanha do general Humberto Delgado e nas eleições parlamentares de 1969. Em 1973 é um dos fundadores do PS e tornar-se-á seu líder incontestado depois do 25 de Abril. Nessa qualidade chefiará os primeiro e segundo governos constitucionais, após ter sido Ministro dos Negócios Estrangeiros em 1975. Regressará em 1983 ao poder, quebrando um hiato de cinco anos em que se assume como a principal figura da oposição, dirigindo um governo de coligação PS-PSD, que não resistirá às mudanças internas verificadas no segundo destes parceiros. É eleito Presidente da República na segunda volta das eleições presidenciais de 1986. Será reeleito presidente em 1991 para um mandato que terminou em 1996. É presidente da Comissão Mundial dos Oceanos, encarregada de redigir e apresentar até 1999 um relatório sobre os Oceanos.

Fonte: Centro de Documentação da Universidade de Coimbra

Agora um pouco de actualidade e futurologia. Mário Soares fará em 2006, ano das presidenciais, 82 anos! A ser eleito, acabará o seu 1º mandato com 87 anos e caso pense num segundo mandato (algo até hoje habitual em Portugal), terminará esse segundo mandato com 92 anos!!!

Mário Soares já deu muito ao país, é certamente uma figura que inspira a muitos portugueses uma enorme simpatia e tem certamente muita experiência do seu lado (aliás, até já exerceu este cargo anteriormente). Mas... Não será que estava na hora de o país (e o Partido Socialista!), dar a oportunidade a pessoas mais jovens? Quando digo mais jovens, pelo menos uns 20 anos mais jovens que o nosso querido ex-presidente.

Custa-me bastante ver que estamos sempre dependentes das mesmas pessoas. Isto é uma indicação terrível de que não existem ideias novas e de que a nossa sociedade não tem capacidade de regeneração. Muito sinceramente, prefiro um presidente semi-desconhecido, que traga algo de novo para a cena política portuguesa, a uma figura histórica, sem dúvida, mas que manterá tudo na pasmaceira do costume.

Retrato de Miguel Duarte

Hoje ia no elevador de acesso ao meu piso, no escritório, e ei um comentário (típico), que tive oportunidade de ouvir:

Vou de férias em breve! Só me apetece ir e não voltar! Estou farta deste país, este país deprime-me!

Bem, foi bastante pior que isto. O suficiente para eu sair do elevador e dizer para outra colega que assistiu à cena, que quem ficou deprimido logo pela manhã fui eu.

Não sei porquê, mas Portugal sofre de um pessimismo crónico, que ainda por cima afecta a maior parte dos estrangeiros passado alguns tempos de cá chegar (eu penso que por influência dos comentários negativos que ouvem por parte dos portugueses sobre Portugal).

Será que não é possível sermos um pouco mais optimistas sobre o nosso país? É que podemos não viver num mar de rosas, mas somos um dos países mais ricos do mundo e com maior qualidade de vida. Somos por exemplo o 26º país em 177 ao nível do índice de desenvolvimento humano.

Podíamos estar melhor, claro. Mas esse desejo em estar melhor devia revelar-se como uma ambição de mudar as coisas e lutar por um país melhor, não de passarmos a vida a criticar o país onde vivemos. Nós somos os melhores do mundo em bastantes aspectos e estamos entre os melhores em muitos outros (inclusivamente, em termos de desenvolvimento).

O mais interessante desde pessimismo, é que ele é sem dúvida uma espécie de história do ovo e da galinha. O pessimismo faz com que as pessoas não invistam, não arriscam, não lutem pelas coisas e, o facto de não fazerem nada disto, só faz com que fiquemos pior. Eu diria que, se com todo este pessimismo somos o que somos, e já fomos o que fomos, se fossemos optimistas, ninguém nos parava.

Ou seja, certamente, o nosso pessimismo crónico colectivo está a baixar o nosso crescimento económico anual em valores significativos. Isto acumulado durante décadas faz uma grande diferença.

Retrato de Miguel Duarte

Já não bastava, como escrevi aqui anteriormente, as empresas de Aviação não estarem interessadas no aeroporto da OTA, também as empresas de Turismo não estão interessadas no mesmo:

Segundo as palavras de Atílio Forte, presidente da Confederação do Turismo, foi

uma enorme precipitação avançar para o novo aeroporto pois está-se a esquecer quem serão os utilizadores desta infra-estrutura, ou seja, os turistas.

Já não chega o elevado preço do mesmo, como também, a ser utilizado, pode prejudicar o turismo em Portugal (mais própriamente na região de Lisboa). Não seria o dinheiro muito mais bem investido no desenvolvimento de transportes públicos nas principais cidades do país?

Será que a proposta de alguns partidos em criar círculos uninominais é a
mais correcta? Será que deveríamos ter um círculo nacional único e não os
vários círculos eleitorais actualmente existentes? Será que os pequenos
partidos estão fadados à destruição?

Venha ajudar-nos a responder a estas e outras questões!

Convidados especiais:
- António Mendonça - Cientista Social e Político;
- Luís Humberto Teixeira - Jornalista.

Local:

Associação Loucos e Sonhadores
Travessa Conde Soure, nº 2 (Junto à Ler Devagar)

Hora e Dia:

Sexta, 29 de Julho, 21:30

Retrato de Miguel Duarte

Bonito serviço. Os americanos estão a conseguir substituir um estado laico, embora ditatorial, por uma república islâmica, aliada do Irão conservador e onde as mulheres estão rapidamente a perder os seus direitos.

Será que só metade da população do Iraque é merecedora da Libertação?

Algumas das novas "liberdades" que provavelmente passarão na nova constituição para as mulheres:

  • Incorporação da lei Sharia como lei do estado;
  • Poligamia (apenas para o homem, claro está, as mulheres certemente serão apedrejadas);
  • Tribunais de acordo com a religião das mulheres (e se a mulher não tiver religião?);

Para ter uma ideia, este é o comentário de uma mulher sobre o que se está a passar no país:

I'm now afraid to drive my car. I've changed where I study and work so that I can be nearer to home.

Será que isto foi mesmo uma libertação?

Retrato de Miguel Duarte

De um artigo na Visão, surgiu-me uma pequena ideia, que talvez fizesse algum sentido. É tudo uma questão de procurar oportunidades onde estão ameaças (tal como nos ensinam nas escolas de gestão).

A ameaça, é evidente, devido à China, em Portugal, temos só na área dos têxteis, cerca de 220.000 empregos em risco (o total de empregados nesta área).

A oportunidade? Quem tal sermos a porta de entrada da China na Europa? Se é certo que este país vai ser determinante para o futuro, porque não investimento já fortemente em criar fortes laços com a China (se necessário até de uma forma formal), por forma a que esta veja Portugal como uma ponte para a Europa?

Devemos obviamente começar a ter cursos superiores de Chinês, os nossos cursos de relações internacionais deverão cobrir este vasto país, os nossos gestores deverão fazer estágios na China, os chineses em Portugal deverão ver a sua vida facilitada e deverão ter direito a cursos de Português (aliás, tal como todos os outros imigrantes).

Poderão fazer-se acordos directos com o governo Chinês, para a criação de joint-ventures entre empresas portuguesas e chinesas, tentando aliar a mão -de-obra barata chinesa ao nosso know-how em determinadas áreas (que até temos), fortalecendo quer a indústria Chinesa, quer a nossa própria indústria.

E muito mais certamente se poderá fazer nesta área. Aqui fica a ideia.