O governo vai ao mesmo tempo tentar vender a TAP e a ANA. A compradores distintos.
A mim parece-me que os dois negócios, o da TAP e o da ANA, são interdependentes. E cada uma das empresas pode facilmente afundar o negócio da outra. A TAP depende de ter em Portugal bons aeroportos que lhe possam servir de hubs. E a ANA depende para a utilização dos seus aeroportos de uma companhia que, como a TAP, os queira utilizar como hubs.
Não é para mim nada claro que este esquema, em que os aeroportos pertencem a uma empresa totalmente independente de - e potencialmente com interesses opostos a - quem os utiliza, não vá dar estrilho.
Em particular se a TAP fôr vendida a uma empresa essencialmente sul-americana enquanto que a ANA é vendida a uma empresa europeia. Nada nos garante que, no futuro, a empresa europeia não vá sentir fortes pressões no sentido de desinvestir nos aeroportos portugueses (especialmente no de Lisboa) com o fim de cortar as asas à empresa sul-americana.














