Retrato de Miguel Duarte

No New York Times um artigo muito interessante sobre a avaliação de professores e um novo método "valor acrescentado" que está a ser utilizador em várias escolas:

In value-added modeling, researchers use students’ scores on state tests administered at the end of third grade, for instance, to predict how they are likely to score on state tests at the end of fourth grade.
A student whose third-grade scores were higher than 60 percent of peers statewide is predicted to score higher than 60 percent of fourth graders a year later.
If, when actually taking the state tests at the end of fourth grade, the student scores higher than 70 percent of fourth graders, the leap in achievement represents the value the fourth-grade teacher added.

Isso seria demasiado eficiênte.

Francisco (não verificado) on Quarta, 01/09/2010 - 18:37

Por um lado teríamos as inúmeras ramificações dos vários coeficientes; por outro, a nossa tendência natural para ver as linhas na estrada como informativos de que arriscamos ter que negociar com um potencial fiscalizador.

/sarcasmo

Retrato de Luís Lavoura

pois

Luís Lavoura on Quarta, 01/09/2010 - 15:46

Sem dúvida, mas isto exige a aplicação regular de exames nacionais.

 

Note-se que isto até nem seria difícil se os exames nacionais fossem, tal como nos EUA são, exames de resposta múltipla: o aluno só tem que pôr uma cruzinha na resposta que considera estar certa. Esses exames podem facilmente ser "corrigidos" e classificados por computador. Em Portugal, por motivos que escapam à minha compreensão, os professores, mesmo universitários, têm aversão a esses testes, insistindo em testes nos quais os alunos são supostos escrever os seus (frequentemente horrivelmente tortuosos) raciocínios, testes esses que são frequentemente muito difíceis e morosos de corrigir e classificar.

 

Faço notar ainda que, por exemplo na escola primária que o meu filho mais velho frequentou, os professores eles próprios falsificam os exames que são efetuados. Como esses exames se destinam a classificar, não os alunos, mas sim a qualidade do trabalho dos professores e da escola, o meu filho verificou que há professores que ajudam, de forma mais ou menos encapotada, os seus alunos no decorrer dos exames, por forma a garantir que o resultado final dos exames não é demasiado mau. Ou seja, os exames, para serem fiáveis, têm que ser efetuados fora da escola usual dos alunos e com outros professores a vigiá-los.

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