Confesso que não percebo os múltiplos comentários críticos e/ou jocosos a que tem levado a decisão da ministra do Ambiente de subir a temperatura dos termostatos dos ares condicionados do ministério durante o Verão.
A ministra atuou bem, aliás atuou de acordo com sugestões que repetidamente são feitas neste sentido por todos aqueles que se preocupam com a poupança de energia. (No Japão faz-se o mesmo.)
O ministério que a ministra tutela tem múltiplos edifícios, muitos deles fora de Lisboa, e milhares de funcionários. A ministra pode e deve ordenar que se subam as temperaturas dos termostatos. Mas tem o direito e o dever de explicar aos funcionários por que motivos o faz, e tem o direito de lhes sugerir (não ordenar!) que, para suportarem a temperatura mais alta, aligeirem o seu vestuário. (No Japão faz-se o mesmo.)
Portanto a ministra agiu corretamente, e oxalá todos os outros departamentos do Estado lhe seguissem o exemplo, moderando o consumo de energia em ares condionados inúteis e sugerindo aos funcionários que utilizassem no trabalho um vestuário mais de acordo com a estação do ano.














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