Retrato de Luís Lavoura

Suponhamos que, num dia de nevoeiro, ocorre um choque em cadeia numa autoestrada. Depois do choque, na confusão, ainda algumas pessoas são atropeladas ao saírem dos seus carros. Ademais, umas tantas pessoas morrem ainda nas ambulâncias ou nos hospitais.

É evidente que, para as pessoas individualmente envolvidas neste desastre e para os seus familiares, interessa muito se elas morreram ou não. Porém, para a sociedade em geral, não interessa nada se neste choque em cadeia morreram exatamente 15 ou 20 ou 25 pessoas. Só interessa que foi um desastre muito grave e que se gostaria de evitar que voltasse a acontecer. Interessa também, estatisticamente, saber se este tipo de desastre é muito frequente ou se não passa de uma infeliz raridade.

Aquilo que se diz para um choque em cadeia numa autoestrada também é verdade para um incêndio florestal. À sociedade interessa pouco qual o número exato de mortes num determinado incêndio florestal. Apenas interessa saber se é ou não muito frequente que morram pessoas em incêndios florestais, e que medidas podem ser tomadas para que não voltem a morrer pessoas em incêndios florestais.

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