Retrato de Luís Lavoura

Com o século 19 formou-se a ideia de que os Estados deveriam coresponder a Nações, entidades etnicamente homogéneas. Formaram-se assim a Alemanha, a Itália, a Grécia e, mais tarde, outros Estados nacionais, como a Hungria, a Polónia e Israel.

Porém, um Estado europeu que não é Nação sobreviveu a estas ideias revolucionárias: a Suíça. Na Suíça há diversas nações, muito distintas tanto na sua língua (três línguas principais, uma delas dividida em diversos dialetos e pronúncias, mais uma língua secundária), como na sua religião (duas religiões principais, fora os ateus) e em múltiplas formas de encarar a vida.

Apesar deste facto, na Suíça as pessoas entendem-se e conseguem governar o seu país. No governo federal todos os principais quatro partidos se encontram representados. As pessoas falam línguas diferentes, mas entendem-se; em Portugal, um Estado-Nação paradigmático, pelo contrário, as pessoas falam todas a mesma língua mas não são capazes de chegar a acordo sobre como governar o seu país.

Será o Estado-Nação a boa solução? Quiçá não.

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