Para alguns públicos as referências de Portugal são o Ronaldo, as sardinhas e o benfica.

Para os outros uma das maiores referências Portuguesas é o Hot Clube.

O Hot Clube é uma referência da qualidade na música JAZZ não apenas para Portugal, mas para toda a Europa.
Pela sua antiguidade, pela sua história, por todos aqueles que lá passaram e por todos aqueles que lá aprenderam sobre música é um dos grandes motivos de orgulho na nossa cultura.

Para além de uma referência cultural é também uma escola de música extremamente conceituada. Em Portugal, quem deseja aprender música clássica vai para o conservatório, quem quer aprender música Jazz vai para o Hot Clube.

É verdade que o Hot Clube não é para toda a gente, mas isto porque o Jazz não é para toda a gente.

Não acho que ninguém seja menos por apenas apreciar a música dita Pimba ou a música da Popóta, mas desce na minha consideração quem vê com indiferença arder um dos maiores (para não dizer o maior) marcos de cultura do mundo em Portugal.

Sabem? É que foi no Hot Clube que eu, como tantas outras pessoas, aprendi a ouvir jazz. Numa típica sexta-feira, em que pessoas se amontoavam nas escadas para conseguirem ouvir Jazz do melhor ao vivo, consegui perceber que todos aqueles sons que pareciam desnorteados, cada um para seu lado, na verdade completam-se numa harmonia constantemente inesperada.

Por alguma razão inexplicável, a música, especiamente o Jazz sabe muito melhor se for consumido no momento da sua concepção.

Mas a cultura é muito mais do que esse prazer egoísta de quem a faz ou de quem a consome.

Após a II Grande Guerra, o Mundo estava decepcionado com a Europa e com toda a cultura Europeia. Toda a imagem de sofisticação, civilização e altivez tinham sido arrasadas por uma guerra bárbara. Já ninguém olhava para a Europa como o exemplo a seguir e as referências culturais começaram a vir, como nunca antes, de África e da América.

A leveza da valsa foi substituída pelo peso das danças sul-americanas, a ordem e a pureza dos grandes bailados foram trocadas pelas expressões intensas das danças africanas.

E a música clássica, que era tocada em grandes salões para públicos selectos, tentando os músicos ser o mais fiéis à sua pauta seguindo valores de rigor e perfeição foi substituída por essa música dita de selvagens que era o jazz. Em caves escuras e cheias de fumo, como o foi durante décadas o Hot Clube, grandes músicos espalharam pela Europa a arte do improviso na música. Brancos e negros, ricos e pobres aprenderam a ouvir essa música que alcança a excelência sem nunca parar de criar, sem nunca parar de improvisar.

O Jazz encheu o planeta de ritmo durante todo o século XX, mas foi num contexto de pós-guerra que realmente aprendemos a apreciá-lo.

Ouvir e apreciar Jazz ajuda-nos a lembrar que a excelência encontra-se na diversidade, na compreensão entre os povos e que temos sempre espaço para inovar e improvisar.

Por favor, respeitem a cultura

P.S. Não sei quanto custa a renda da cave utilizada pelo Hot Clube. Mas sinceramente, de que é que isso interessa quando o valor do que se produz lá dentro é tão elevado?

Retrato de Filipe Melo Sousa

Cada um pague o que quer consumir

Filipe Melo Sousa on Segunda, 28/12/2009 - 16:55

Como existem apreciadores de Sardinhas, de Jazz, de Futebol, e de danças de salão, é fácil perceber que qualquer grupo pode alegar que o seu consumo cultural é de maior interesse público que o dos outros. Então quem defende os gostos culturais minoritários, que pense na quantidade de grupos que vão surgir a pedir todo o tipo de subsídios, incentivos e instalações a custo zero para poder subsistir. Se o presidente da junta gostar de Jazz sai Jazz para quem gosta e quem não gosta. Se o presidente da junta gostar de bola, toda a gente vai consumir bola quer goste quer não. E se aparecer um presidente que insista que deve haver para todos, gasta o orçamento todo, e deixa a cidade cair toda para haver espectáculos. E é fácil adivinhar que são aparecer muito mais pedidos de subsídio do que interessados em contribuir, e não haverá portanto dinheiro para tudo isso. Quem decide os gostos que são mais de interesse público que os outros? Quem decide quem vai receber subsídios em detrimento dos outros? Face a este cenário, nada mais racional do que deixar cada um pagar pela cultura que está disposto a consumir. Na verdade é muito simples. Toda a opinião que pretenda justificar culturalmente um consumo em detrimento do outro é uma opinião enviesada de pessoas cuja oferta cultural não lhe corre de feição, e precisa que os outros lhe paguem o bilhete que não quer pagar a custo real.

Retrato de Miguel Duarte

Posição estranha

Miguel Duarte on Segunda, 28/12/2009 - 09:06

Portanto, suponho que tu consideras que o senhorio tem a obrigação de sustentar o Hot Clube com rendas abaixo do valor comercial?

Acho que ninguém colocou em causa a existência do Hot Clube, apenas se colocou em causa a razão porque se deixam que organizações e empresas ainda alugem espaços a custos abaixo do mercado, onerando os donos dos prédios e conduzindo a situações precisamente como esta. Sem dinheiro para manter o edifício o mesmo está condenado a uma morte lenta, seja por desmorenamento ou por incêndio.

Retrato de João Cardiga

Bem sobre essa questão

João Cardiga on Segunda, 28/12/2009 - 12:02

Bem sobre essa questão concreta existe um detalhe que poderá fazer a diferença: sendo uma instituição de utilidade publica e sendo, ao que me parece a CML a proprietária, julgo que o onus da manutenção está na própria CML e não tanto no Hot clube.

Pessoalmente acho que o HOT clube, sendo a parte mais interessada deveria ter zelado pelo seu próprio interesse, mas isso não isenta de responsabilidade o proprietário que é o principal responsável neste episódio.

"...e empresas ainda alugem espaços a custos abaixo do mercado, onerando os donos dos prédios e conduzindo a situações precisamente como esta."

Não percebo porque é que as "leis de mercado" só são argumento para um lado da questão. A verdade é que o proprietário tem uma obrigação que não está a cumprir, ao fazer isso está a fazer concorrência desleal com outros proprietários e a imputar custos nos proprietários vizinhos.

Imaginando que este era um caso em que o proprietário era um privado, julgo que o mesmo deveria ser responsabilizado criminalmente além de civilmente. Raios o edificio todo estava vazio à excepção de duas lojas. Parece-me que ele tinha folga mais que suficiente para fazer obras e ainda ter lucro, mantendo esses dois inquilinos lá.

Retrato de Miguel Duarte

CML?

Miguel Duarte on Segunda, 28/12/2009 - 14:03

Pensei que era um proprietário privado, mas sendo a CML, essa todos sabemos que ainda menos dinheiro tem.

Quanto ao Hot Clube aquilo que deduzo, pelo post do Luís Lavoura, era que a renda que se pagava era muito baixa. O proprietário deve ser obrigado a fazer obras, ou então a colocar no mercado o imóvel, mas para isso tem que ter condições para o colocar no mercado. Sendo a CML o proprietário a situação é mais complicada, pois normalmente quem "expropria" os prédios para obras coercivas é a própria CML que depois é suposto recuperar o dinheiro com rendas do aluguer dos mesmos.

Muito sinceramente, tu querias investir o teu dinheiro num imóvel cujas duas lojas estavam "ocupadas" com rendas (provavelmente) ridículas? Ou tens mais onde investir o teu dinheiro?

Sendo que, um clube/bar de Jazz, me parece a mim tem todas as condições para dar dinheiro e pagar renda a preços de mercado.

Retrato de João Cardiga

Separando os temas

João Cardiga on Segunda, 28/12/2009 - 14:43

Bem separando os temas:

A-Arrendamento:

"Muito sinceramente, tu querias investir o teu dinheiro num imóvel cujas duas lojas estavam "ocupadas" com rendas (provavelmente) ridículas? Ou tens mais onde investir o teu dinheiro?"

Bem antes demais é uma obrigação legal. Assim como quando vou a um restaurante e tomo uma refeição. Na altura de vir a conta não me ponho a pensar se não era um melhor investimento sair sem pagar e investir esse dinheiro noutro sitio qualquer.
Na optica financeira, sim é melhor investir do que não investir, e embora as lojas façam parte do custo, o outros apartamentos compensarão esse custo. Agora deixar cair poderá ter uma rendibilidade maior, mas também acarreta um risco maior. Por exemplo pode ser que um politico como eu um dia chegue ao poder e efective a lei que já existe de manutenção de edificios. Nesse cenário para além das obras que terás de fazer à mesma, ainda tens de pagar multas (que não são assim tão baixas).

Ou seja, neste caso o problema só não é resolvido por miopia do proprietário e inacção do Estado.

2- HOT CLUBE
"Sendo que, um clube/bar de Jazz, me parece a mim tem todas as condições para dar dinheiro e pagar renda a preços de mercado."

O Hot é mais que isso, é também uma escola conceituada de Jazz. Efectivamente o Estado tem ele próprio de zelar exemplarmente pelos seus espaços.

È verdade que os “agentes

antibalas (não verificado) on Domingo, 27/12/2009 - 20:57

È verdade que os “agentes culturais” vivem quase que em circuito fechado, não se preocupando muito em conquistar novos públicos. Nem viria grande mal ao mundo que assim fosse não se desse o caso de estarem em causa dinheiros públicos.

Bem sei que a aura que envolve as obras de arte desaparece com a massificação, já que esta as destitui do seu status de raridade. Há quem diga que, a partir do momento em que a obra fica excluída da atmosfera aristocrática e religiosa, que fazem dela uma coisa para poucos e um objecto de culto, a dissolução da aura atinge dimensões sociais. Mas, por outro lado, a divulgação da arte contém um germe positivo, na medida em que dota as populações de um instrumento eficaz de renovação das estruturas sociais.

E tu, João, por que razão achas que o Jazz deve sair dos Casinos, dos Hot Clubes, e ir para a rua?

Retrato de João Cardiga

"E tu, João, por que razão

João Cardiga on Segunda, 28/12/2009 - 11:56

"E tu, João, por que razão achas que o Jazz deve sair dos Casinos, dos Hot Clubes, e ir para a rua?"

Bem pelo motivo que acabaste de enunciar, e que adorei, do germe positivo que o mesmo contém.

Eu gosto de Jazz e acho que é uma forma interessante de musica e também de comportamento (o improviso versus a métrica cristalizada de uma sinfonia). Julgo que o contacto com o Jazz, e já agora com outros estilos de musica, abrem portas mentais. Além de que indo para a rua aumentasse a diversidade de escolha, a nossa propria liberdade é aumentada. Nem que seja a liberdade de não gostar de Jazz.

Depois sofro talvez de "claustrofobia" cultural, ou seja, não gosto que a mesma esteja em espaços herméticos, fechados à população. E abomino a ideia de que apenas alguns, os priveligiados, devem ter contacto com algumas formas culturais, faz-me soar a medievalismo cultural.

Dizes que não concordas mas

antibalas (não verificado) on Domingo, 27/12/2009 - 18:38

Dizes que não concordas mas quer-me parecer que concordamos mais do que discordamos.

Claro que o Jazz, tal como qualquer outro fenómeno cultural, é para todos, mas falta dizer, todos que por ele se interessam. Acontece que a complexificação da arte ( o João está a confundir com cultura, o que não é bem a mesma coisa) tem vários graus. Quer se queira quer não, alguma arte para ser apreciada requer uma predisposição e um conhecimento prévio que nem todas as pessoas têm. Não se veja aqui qualquer espécie de elitismo.
O guernica só ganhou o valor que tem depois de Picasso morrer. Normalmente os visionários são incompreendidos no seu tempo. O que reforça o que acabei de dizer.

Retrato de João Cardiga

Concordo! :)

João Cardiga on Domingo, 27/12/2009 - 19:19

Concordo com o que te parece sobre concordarmos mais do que discordarmos.

E muito bem apontado, efectivamente acabei de trocar arte por cultura, que embora próximas não são a mesma coisa.

"Quer se queira quer não, alguma arte para ser apreciada requer uma predisposição e um conhecimento prévio que nem todas as pessoas têm. Não se veja aqui qualquer espécie de elitismo."

O elitismo existe quando não se trabalha para dar essa predisposição e conhecimento prévio que muitas vezes é necessário. É isto mesmo que para mim que é a grande falha em Portugal. Fazemos tudo para manter a arte e muitas vezes a cultura o menos acessível. Talvez por uma questão de ego mais do que elitismo.

Existe muito pouco investimento na componente de predisposição e conhecimento prévio e muito investimento em arte e cultura que não será percepcionada (bem aqui o "muito" é mesmo muito relativo pois o orçamento para a cultura é muito fraco) e com isso estas formas de cultura serão sempre elitistas.

Por exemplo o Jazz, ele tem de sair dos Casinos, dos Hot Clubes, etc e ir para a rua, para onde estão as pessoas e conquistá-las. Se efectivamente para apreciar Jazz é necessário tempo então não vejo qual a utilidade de o manter encerrado numa cave onde o publico será sempre limitado.

Quanto é que apostas que um festival gratuito na Baixa de Jazz aumentaria exponencialmente os fãs de este estilo musical? Mais nunca entendi como é que as diversas formas artisticas mais marginais não se juntam e promovem um festival alternativo nas ruas de Lisboa, nos centros comerciais, nas zonas de discoteca, ou seja nos sitios onde poderão contactar mais pessoas.

"O guernica só ganhou o valor que tem depois de Picasso morrer. Normalmente os visionários são incompreendidos no seu tempo. O que reforça o que acabei de dizer."

Bem no caso do Picasso ele já foi compreendido em vida. O aumento do valor do guernica e a morte de Picasso prende-se principalmente com um mecanismo de mercado. É que a partir daí não existirão de certeza mais obras-primas de Picasso para fazer concorrência.

Mas sim, muitas vezes alguns artistas falam para as gerações vindouras e não para as gerações actuais...

Dizes que não concordas mas

antibalas (não verificado) on Domingo, 27/12/2009 - 18:38

Dizes que não concordas mas quer-me parecer que concordamos mais do que discordamos.

Claro que o Jazz, tal como qualquer outro fenómeno cultural, é para todos, mas falta dizer, todos que por ele se interessam. Acontece que a complexificação da arte ( o João está a confundir com cultura, o que não é bem a mesma coisa) tem vários graus. Quer se queira quer não, alguma arte para ser apreciada requer uma predisposição e um conhecimento prévio que nem todas as pessoas têm. Não se veja aqui qualquer espécie de elitismo.
O guernica só ganhou o valor que tem depois de Picasso morrer. Normalmente os visionários são incompreendidos no seu tempo. O que reforça o que acabei de dizer.

É claro que algum Jazz não

antibalas (não verificado) on Domingo, 27/12/2009 - 17:18

É claro que algum Jazz não é para toda a gente. Algum House e Tecno também não. As coisas realmente boas e que mais marcam são também as mais dificeis. Quer dizer, para delas se desfrutar tem que obrigatoriamente se percorrer um caminho de aprendizagem. Nem toda a gente a isso está disposto.

Retrato de João Cardiga

Não concordo...

João Cardiga on Domingo, 27/12/2009 - 18:11

Honestamente não concordo com essa visão. Julgo que o Jazz, tal como qualquer outro fenomeno cultural é para todos.

E não precisa de ser dificil de percepçionar para marcar uma pessoa e ser realmente boa. Posso dar como exemplo o guernica. Não é preciso qualquer aprendizagem para se desfrutar. Aliás a reacção é imediata e rapidamente aquele quadro te mexe contigo. A nível musical diria o mesmo por exemplo de musica classica que automaticamente te apanha e te envolve e te deixa uma marca e uma curiosidade de quereres ouvir mais.

Para além de que o corolário do teu raciocinio faria com que, da minha perspectiva pessoal, a musica pimba fosse elevada a estatuto de ser a que é realmente boa e que mais me marca. Porque honestamente não gosto e não consigo ouvi-la, provavelmente porque ainda não percorri esse caminho obrigatório de aprendizagem :D

Pessoalmente, e julgo que a cultura é mesmo uma coisa pessoal, para mim bom é aquilo que mexe comigo, que realmente interfere no meu mundo interior e que de uma forma ou outra me supreende, me abre portas (reais ou mentais), me obriga a reflectir e algumas vezes mesmo a agir.

Retrato de João Cardiga

Mas o Hot Clube morreu?

João Cardiga on Domingo, 27/12/2009 - 16:50

Mas o Hot Clube morreu? Não me parece. Julgo que o Hot Clube é bem mais que um espaço e que isso sim não morreu. Os professores continuam a existir, o gosto pelo Jazz também, os alunos também por isso, honestamente não vejo o que chorar por...

Aliás muitas das reacções parecem-me identicas àquelas que acontecem em funerais em culturas latinas ou muçulmanas. Muita choradeira e muita berradeira depois da pessoa morrer. Mas eu questiono-me: onde é que estavam quando ainda estava vivo? O que fizeram para que isso não acontecesse?

Desculpem a minha "insensibilidade" mas não costumo chorar por "leite derramado", não serve de nada. O Hot clube é mais do que um simples espaço fisico, é um "espaço" vivo e organico e esse não precisa de ficar amarrado a um espaço fisico. Desapareceu o espaço fisico e depois? Agora o importante é pensar no futuro e principalmente aprender com os erros do passado.

Uma coisa é verdade o fogo efectivamente fez um serviço. Agora, que o espaço não existe, é que toda as pessoas parecem achar que era um espaço valiosissimo. Agora precisamente que essa valorização não serve de nada porque o espaço já não existe!

Para mim a unica diferença é que da próxima vez que reabrir irei lá de certeza. Eu aprendi a lição de não adiar demasiado estas visitas, será que o Hot Clube aprendeu a sua lição também?

Quanto à questão do Luís, julgo que ele se referiu a um outro problema, em que honestamente poderia ter falado do Hot Clube como de outro espaço qualquer (uma mercearia por exemplo).

"É verdade que o Hot Clube não é para toda a gente, mas isto porque o Jazz não é para toda a gente. "

Porquê? Isto é que gostava honestamente que me explicasses bem explicado...

Pegando nas últimas

Jorge Coimbra on Domingo, 27/12/2009 - 00:45

Pegando nas últimas palavras do Hugo Garcia, se o valor do que se produz lá dentro é tão elevado, então não deve faltar gente para pagar bem à entrada, permitindo assim que se venha a dispender uma boa renda por um bom espaço.

o valor

Hugo Garcia on Domingo, 27/12/2009 - 15:04

Caro Jorge,

Devo concluir que você não acredita em nenhuma espécie de valor que não o valor monetário?

Sabia que vem gente do mundo inteiro para ir ao Hot Clube. Essas pessoas acabam por gastar dinheiro noutras coisas. Está a contabilizar esse valor?

Quanto a essa conversa da renda, sinceramente cheira-me que está toda a gente a ir atrás do LAvoura, que é conhecido por mandar palpites descabidos.
Provavelmente o Hot Clube até é proprietário do espaço.

Mas sinceramente a forma como desvalorizam a cultura para trocos de rendas é deprimente.

Onde é que pretendem parar? Destruir todos os jardins municipais, estátuas, acabar com o sistema de educação?

Vocês são capazes de ver o valor de alguma coisa que não seja o dinheiro no bolso?

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