A ler, hoje no Público, "O tão incompreendido e maltratado liberalismo" por Luís Cabral de Moncada. Alguns excertos:

«[O] liberalismo não é a ausência de valores, tudo reduzido à utilidade nem é o reino exclusivo do mercado. O liberalismo é também político e moral, como se dizia, e isso significa a abertura à contribuição diferenciada de cada um dentro de uma perspectiva de respeito pelo próximo ou seja, de tolerância, como diziam os clássicos, de Locke a Voltaire e a Tocqueville. E a tolerância é, claro está, um valor moral porque pressupõe que se encare o próximo como pessoa, capaz de um contributo diferente do nosso para o património comum mas nem por isso menos válido, à medida do desenvolvimento da personalidade de cada um, ao [mesmo] tempo que pressupõe a aceitação dos resultados daquele contributo.»

«(...)o liberalismo político e moral é, mais do que qualquer outra [corrente de opinião], uma atitude racional na esteira do que de melhor nos legou a modernidade, dúvida metódica perante os lugares-comuns ideológicos, construção racional das coisas a partir de postulados críticos e evidentes, renúncia a totalitarismos explicativos e legitimatórios.»

(Actualizado)

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