Os críticos de José Sócrates andam a agitar o espantalho do mau gosto por este manifestado nos projetos de engenharia (ou seriam de arquitetura?) que assinou para algumas moradias na Guarda. Aparentemente essas moradias violam grosseiramente os padrões arquitetónicos tradicionais da Beira Alta.
Eu compreendo essa crítica vinda de mentalidades conservadoras. Acho-a porém totalmente inaceitável da parte de quem quer que se reclame de liberalismo.
Como é evidente, Sócrates, tal como a maior parte dos arquitetos e engenheiros, fez (ou assinou) projetos de acordo com os gostos de quem lhos pedia. Quem lhos pedia era quem pagava, e quem paga é, e deve ser, soberano. Se as pessoas querem uma moradia para morarem, e se até pagam para a construir, não devem ir ser obrigadas a ter a moradia de acordo com os gostos de outrém, muito menos de acordo com os padrões de uma coisa tão fugidia quanto o é a tradição.
Eu concordo que o gosto de muitas das moradias que se vêem atualmente pela Beira Alta é altamente duvidoso. Mas é o gosto dos seus legítimos proprietários e eu não tenho autoridade para lhes negar o direito de morar como querem e no sítio de que gostam. Eles é que pagaram as suas moradias e têm o direito de as ter como querem.
Liberais-conservadores deste país, defini-vos: ou se é liberal, ou se é conservador. Não se pode ser as duas coisas alternadamente, consoante as conveniências dos ataques que se quer dirigir a Sócrates.














eh eh.. eu cheguei mesmo a
Filipe Melo Sousa on Sábado, 10/04/2010 - 22:22eh eh.. eu cheguei mesmo a referir o mau gosto há uns anos atrás, assim em jeito de ironia. afinal, o primeiro-ministro representa o país de certa forma.
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