Pelas primeiras noticias sobre as grandes medidas estratégicas para Portugal nos proximos 3 anos o que já se percebe é que mais uma vez se aposta tudo numa lógica de curto-prazo, em que o que se pede é a quem trabalha por conta de outrem pague o enorme voracidade do Estado.
Sinceramente penso que desta forma vamos continuar a nossa caminhada para o empobrecimento geral da Sociedade portuguesa, entrando a fundo no circulo vicioso da necessidade constante do Governo de "ajudar" e não de dinamizar.
Gostava de ver uma efectiva redução dos custos do Estado através de mudanças estruturais, de redução da dimensão e voltar a entregar os designios à propria Sociedade.
Qual é o efeito em termos de eficácia económica privatizar partes de algumas empresas publicas, ficando o Estado a controlar os seus designios? Provávelmente para que entidades bancárias do tipo BES ficarem com mais poder?
Se as entidades bancárias que tem aversão ao risco tiverem no Estado o lugar mais seguro para aplicar o seu dinheiro, acham que vão emprestar a pequenas PME (opting out)?
A palavra que mais li até agora é - limitar. Mas com um defice (após todas as contabilidades criativas, tipo PPP) de 90 % do PIB chega?
A ver com atenção os proximos capitulos.














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Caro João, De facto
artur baptista on Segunda, 08/03/2010 - 15:58Caro João,
De facto considero algo de incrivel como após se conhecer como o Estado gere as empresas supostamente privadas mas ou com Golden Shares ou com outra forma de influencia ainda se fale de forma "teórica" das eventuais externalidades positivas dessa ingerência.
O que tem acontecido até agora é que o Estado escolhe administradores que conseguem por exemplo, fazer uma transferencia de 70 milhões de euros para uma Ongoing sem que o resto da administração, supostamente eleita pelos acionistas, saiba!
Sinceramente penso que, como Liberais, teremos de arranjar soluções para Portugal que permitam que depois o sistema funcione de forma "democrática", em atenção aos preceitos da livre concorrência, situação que, a continuar assim, não existe nem vai existir.
Quanto à pergunta final, pode ser um ou outro.
Esclarecer...
João Cardiga on Segunda, 08/03/2010 - 17:17Bem para esclarecer as minhas respostas:
1. Tinha em mente apenas areas de negócios não concorrênciais (como a REN) e não tanto em negócios concorrenciais, pois não me passa pela cabeça, enquanto liberal, a manutenção dessas areas na alçada do Estado.
2. A segunda era apenas para apontar uma critica ao nosso sector privado.
3. Bem existe uma diferença substancial entre deficit e divida publica. Esta ultima estar nos 90% é péssimo mas não é irrecuperável, já o deficit nos 90% teriamos já passado o limiar da falência!
Tentativas de respostas
João Cardiga on Segunda, 08/03/2010 - 15:25"Qual é o efeito em termos de eficácia económica privatizar partes de algumas empresas publicas, ficando o Estado a controlar os seus designios?"
Serve para alavancar a rendibilidade do negócio, além de ter o condão de poder introduzir uma nova perspectiva na administração dessas empresas.
"Provávelmente para que entidades bancárias do tipo BES ficarem com mais poder?"
Esse é o risco que é necessário eliminar...
"Se as entidades bancárias que tem aversão ao risco tiverem no Estado o lugar mais seguro para aplicar o seu dinheiro, acham que vão emprestar a pequenas PME (opting out)?"
Em teoria até pode ser uma forma de alavancar o seu próprio negócio e reduzir o risco total dos seus investimentos. O problema é que não existe em Portugal capacidade de risco pelo que na pratica ficamos apenas com os investimentos de baixo risco...
"A palavra que mais li até agora é - limitar. Mas com um defice (após todas as contabilidades criativas, tipo PPP) de 90 % do PIB chega?"
Uma duvida: deficit ou divida publica?
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