Retrato de Miguel Duarte

Hoje ia no elevador de acesso ao meu piso, no escritório, e ei um comentário (típico), que tive oportunidade de ouvir:

Vou de férias em breve! Só me apetece ir e não voltar! Estou farta deste país, este país deprime-me!

Bem, foi bastante pior que isto. O suficiente para eu sair do elevador e dizer para outra colega que assistiu à cena, que quem ficou deprimido logo pela manhã fui eu.

Não sei porquê, mas Portugal sofre de um pessimismo crónico, que ainda por cima afecta a maior parte dos estrangeiros passado alguns tempos de cá chegar (eu penso que por influência dos comentários negativos que ouvem por parte dos portugueses sobre Portugal).

Será que não é possível sermos um pouco mais optimistas sobre o nosso país? É que podemos não viver num mar de rosas, mas somos um dos países mais ricos do mundo e com maior qualidade de vida. Somos por exemplo o 26º país em 177 ao nível do índice de desenvolvimento humano.

Podíamos estar melhor, claro. Mas esse desejo em estar melhor devia revelar-se como uma ambição de mudar as coisas e lutar por um país melhor, não de passarmos a vida a criticar o país onde vivemos. Nós somos os melhores do mundo em bastantes aspectos e estamos entre os melhores em muitos outros (inclusivamente, em termos de desenvolvimento).

O mais interessante desde pessimismo, é que ele é sem dúvida uma espécie de história do ovo e da galinha. O pessimismo faz com que as pessoas não invistam, não arriscam, não lutem pelas coisas e, o facto de não fazerem nada disto, só faz com que fiquemos pior. Eu diria que, se com todo este pessimismo somos o que somos, e já fomos o que fomos, se fossemos optimistas, ninguém nos parava.

Ou seja, certamente, o nosso pessimismo crónico colectivo está a baixar o nosso crescimento económico anual em valores significativos. Isto acumulado durante décadas faz uma grande diferença.

As crónicas do Miguel Sousa

Anónimo on Quinta, 28/07/2005 - 10:44

As crónicas do Miguel Sousa Tavares e do Pulido Valente no Público da semana passada (5ªf?) dizem tudo.

Normalmente acho o MST mto simplista mas, descontando certas opiniões que ele faz passar por verdades universais (o homem tem esse dom), acertou em tudo. O PUlido Valente (acho que não se sincronizou com o MST) diz o mesmo.

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