Retrato de Luís Lavoura

Uma empresa brasileira declarou-se desejosa de comprar metade, ou até a totalidade, das ações da CIMPOR, a maior multinacional "portuguesa". Vamos ver se o governo interfere para manter os "centros de decisão nacionais". Desejo bem que não. Não é função do Estado português defender ou proteger os acionistas de nacionalidade portuguesa. O país que emite o passaporte dos acionistas de uma qualquer empresa deve ser irrelevante. É mais que sabido, hoje em dia, que o capital não tem pátria.

Também não quero uma interferência da Caixa Geral de Depósitos. Já bem basta o dinheiro que esta perdeu a apoiar Manuel Fino - acionista de 10% da CIMPOR.

Retrato de João Cardiga

Estou mais cauteloso...

João Cardiga on Sexta, 18/12/2009 - 18:27

"Vamos ver se o governo interfere para manter os "centros de decisão nacionais". "

Pessoalmente estou mais cauteloso relativamente a estes assuntos. Se ideologicamente não me faz sentido qualquer tipo de proteccionismo, na pratica conheço bem a importância de termos os centros de decisão em Portugal para a nossa competitividade e progresso economico.

Não defendendo uma politica de protecção a qualquer custo, também não deveremos negligenciar esta noticia. Pessoalmente preocupa-me bastante sempre que um centro de decisão se "deslocaliza" pois tal significa um precalço de longo prazo na nossa economia

Retrato de Luís Lavoura

resposta

Luís Lavoura on Segunda, 21/12/2009 - 14:33

Repito uma frase do post: o capital não tem pátria. Os capitalistas portugueses não terão (em geral) problemas em investir preferencialmente fora de Portugal, se isso lhes fôr conveniente. Da mesma forma que capitalistas estrangeiros não têm problemas em investir em Portugal, sempre que tal lhes seja rentável.

Por exemplo, a Jerónimo Martins já faz mais negócio na Polónia do que em Portugal. A própria CIMPOR já pouco investe em Portugal, creio.

Luís Lavoura

"Já bem basta o dinheiro

antibalas (não verificado) on Sexta, 18/12/2009 - 17:38

"Já bem basta o dinheiro que esta perdeu a apoiar Manuel Fino - acionista de 10% da CIMPOR"

Concordo com o post, mas esta frase está errada. A CGD está a ganhar muito dinheiro por ter comprado as acções de Manuel Fino. Como ainda não as vendeu está a ganhar mais de 50%! O que no espaço de um ano é um verdadeiro negócio da China.

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