Retrato de Luís Lavoura

O rei de Espanha foi apanhado a caçar elefantes no Botsuana.

Isto é problemático não só por ele ser rei de Espanha, como por ser presidente da secção espanhola do WWF, uma associação internacional para a conservação da natureza.

Sejamos claros: em termos de conservação da natureza, aquilo que o rei fez nada tem de mal, bem pelo contrário. A espécie "elefante" no sul da África está bem e recomenda-se, fruto de uma cuidadosa política conservacionista. A espécie tem tendência a aumentar em número, tanto que é necessário proceder a caçadas para evitar a sua multiplicação exagerada - que seria problemática, não só para as populações humanas, que correm o risco de ser atacadas por esses animais, como para a flora e restante fauna, dado que os elefantes consomem toneladas. As caçadas ao elefante são portanto um negócio benéfico, tanto para a natureza como para os países que dessa forma adquirem recursos com os quais financiar as suas políticas consevacionistas.

Já do ponto de vista da Espanha (e do seu ponto de vista pessoal), a escolha do rei é de bastante mau gosto. O rei é um homem idoso, que se deveria dedicar, em sua própria casa, a desportos mais ativos do que dar ao gatilho, evitanto viagens aventurosas a locais longínquos. E Espanha não está com orçamentos para andar a esbanjar em caçadas no Botsuana. Em tempos de austeridade, o rei deveria dar o exemplo ao seu povo, evitando férias dispendiosas no estrangeiro.

Talvez um cortezinho no orçamento que Espanha dedica à manutenção da sua casa real fosse adequado.

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