Retrato de Luís Lavoura

Dizem que, se não votarmos, estaremos a deixar que os outros escolham por nós. Dizem que não devemos votar naquilo que não queremos.

Para mim, o chamado "voto útil" - votar no grande partido que consideramos menos mau - é precisamente isso: votar naquilo que não queremos, deixar que os outros escolham por nós.

Por isso, eu não voto útil. Voto num partido de que (no momento do voto) gosto, mesmo que saiba que esse partido tem poucas hipóteses de eleger deputados.

Há outros que estão fartos dos partidos. Dizem que os partidos são corruptos e que nos governaram mal. Querem listas de cidadãos. Optam pelo voto brando ou nulo.

A esses eu digo: os partidos de que vocês estão fartos, os partidos que vocês sabem ser corruptos, os partidos que nos governaram mal, são aqueles que elegeram deputados. Os restantes, vocês não sabem se são tão maus assim. Em vez de votardes branco ou nulo, podeis escolher um outro partido qualquer, daqueles que nunca elegeram deputados.

E, se quereis votar em listas de cidadãos, nestas eleições aí as tendes: o Juntos Pelo Povo e o Nós, Cidadãos. Esses partidos são, basicamente, listas de cidadãos.

Escolha não falta. Que ninguém diga que se absteve, ou que votou branco ou nulo porque todas as alternativas eram más.

Está muito silencioso por aqui! Porque não deixar uma resposta?

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