Quando alguns indivíduos assaltam um banco ou uma ourivesaria estão a roubar por motivos económicos, racionais e facilmente identificáveis. Evidentemente, devem ser subtraídos à sociedade e punidos, pois tais comportamentos não são admissíveis.
Quando uma população vê que uma infra-estrutura falha repetidamente, causa vítimas mortais e danos psicológicos terríveis a essa população que vai continuar a utilizá-la, ninguém consegue perceber quais os motivos que explicam isso. Se me levarem o carro, é péssimo, mas eu posso compreender; mas se a linha férrea que eu utilizo tiver acidentes continuamente, como posso eu compreender isso? Incúria? Sabotagem? Sabotagem por parte do Estado, através da incúria? Mas porquê? Essa incompreensão dos motivos torna a aceitação da adversidade muito mais difícil.
O que está a acontecer em Trás-Os-Montes é absolutamente criminoso, e assume a forma de “onda” – porque os acidentes sucedem-se e não parecem ter fim à vista. Há pessoas a morrer. Querem fechar a Linha para construir a barragem? Fechem-na. Se não, são urgentes obras de reparação. Esta situação é que não é sustentável – especialmente num país onde as pontes caem, onde a sociedade já devia ter medo e estar alertada para este tipo de fenómenos terceiro-mundistas não acontecerem.
Entretanto, discute-se o investimento num comboio de Alta Velocidade.

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