Retrato de João Cardiga

Participei, enquanto cidadão e membro do Movimento Liberal Social, na Manifestação de 12 de Março. Foi com orgulho que o fiz, mais orgulho tive em ver tantas pessoas, tão diversas na rua. Tive um gosto especial ao tomar conhecimento que alguns [email protected], que normalmente não participam, saíram à rua e protestaram. Tenho de felicitar a Paula Gil, Alexandre de Sousa Carvalho, António Frazão e João Labrincha. Apesar de o evento os ultrapassarem, sem a ideia original nada teria sido feito.

Mais tarde participei em algumas Assembleias do Rossio. Não cheguei a acampar. No início, dava prazer acompanhar o espírito da mesma. Não concordava com muito das posições tomadas, mas era de salutar a vontade de integrar e o gosto em debater que algumas pessoas tinham. Conheci diversas que de outra forma nunca se teriam cruzado na vida. Foi bom saber que existem tantas pessoas interessadas e interessantes.

Agora a 15 de Outubro convocou-se uma nova manifestação e desta vez eu NÃO VOU! E esta minha vontade nasce da irracionalidade desta convocatória, e, principalmente por tudo o que aconteceu depois destes eventos.

Comecemos pela irracionalidade. Diz-se que é contra o “orçamento dos cortes” mas ainda nem se sabe que cortes são (e muito menos qual o orçamento). Ou seja, é uma apologia da ignorância. A mensagem é “Eu nem quero saber o que será feito, eu sou contra! Porquê? Porque sim!”. Neste sentido, não existe nenhum motivo para se convocar uma manifestação agora.

Portugal teve uma mudança democrática no início deste Verão. Nas eleições legislativas, os eleitores demonstraram claramente que rumo pretendiam seguir (e qual o que não queriam). Para quem exige mais democracia deveria aprender a respeitar as instituições democráticas. Isto não implica não protestarem, mas sim fazerem-no de forma consciente e fundamentada. Este não é o caso.

Mas se o motivo anterior era já suficiente para eu não ir, tal não me motivaria a escrever este artigo. O que me motiva é o que foi feito depois. Do 12 de Março nasceu um movimento, que do espírito do protesto apenas guarda o nome. E ao escolher “12 de Março” para designar tal associação, deveriam ter respeitado e compreendido o que aquele evento foi.

Afirmam-se apartidários, que não são “de esquerda ou de direita” e no entanto apenas promovem eventos e acções ligados à esquerda radical. Dizem querer promover a transparência e nem sequer se percebe o que formalmente são. Parecem um híbrido indefinido, entre grupo de amigos e movimento político.

Não são diferentes do que existe actualmente. São mais do mesmo. Vejo propostas sem nenhuma sustentação.

Não seria necessário muito debate para rebater muito delas. Tomemos por exemplo a “auditoria cidadã”. Nome bonito e pomposo. Mas será que alguém já ouviu falar do Tribunal de Contas? Este organismo faz auditorias às contas e publica os seus relatórios. Conseguem encontrar aqui grande parte da informação que pretendem – senão mesmo toda – com uma auditoria cidadã. Não se entende porque é que querem replicar informação. E menos se entende porque é que não promovem eles próprios essa auditoria. Não faz qualquer sentido exigir-se uma “auditoria cidadã” quando se tem a informação e os instrumentos. Claro que fazer exige trabalho, enquanto exigir se consegue com um simples protesto.

No fundo são mais uma “associação”, que aproveitou para surfar uma onda que não era a sua.

Mas o que aconteceu ao M12M é algo que, infelizmente, é normal por cá. Já o Rossio só tem uma palavra: deprimente! Fui-me informar do que tinha acontecido desde que resolvi abandonar as Assembleias. E eis que chego à acta da de 24 de Julho onde me deparo com:

“Se nos interessa neste momento incluir todas as pessoas? possivelmente não…”

Mas quem é que sequer se questiona neste sentido? Mais, o debate focou-se, entre outras coisas, em:

“preferimos chegar a um público que não se inclua em nada do que a públicos já inseridos em grupos organizados em formatos arcaicos”

Desculpem? Eu li bem? A grande “assembleia popular”, espelho da indignação e representante da voz popular agora deixou de ser inclusivo?

“Arcaicos”? Ah?!? Realmente não existe qualquer tipo de arcaísmo numa forma deliberativa que tem longas décadas desde que foi criada. É a pura ignorância a reinar por aquelas bandas.

Ok… Eu até dava o benefício da dúvida, caso não tivesse ido a algumas, mas isto é o continuar do espírito que levou à desmobilização da assembleia. Um conjunto de pessoas fechadas sobre si mesmo. Brincam um jogo de RPG “vamos re-inventar a roda democrática”. Nem se apercebem que falam para eles próprios e não representam nada.

Alguns dos episódios que aconteceram por lá roçaram o ridículo. Desde o choradinho pela carga policial, que foi um mero arrufo policial (apesar de considerar à mesma o episódio lamentável e grave), à tentativa de imposição de horários e regras aos acampados (quando quem votava não acampava) ou ao episódio “montypythiano” de se levar à votação se se levava à votação determinada posição, existiu um pouco de tudo.

Neste momento o Rossio e outros movimentos são representantes auto-indigitados de um enorme nada. Apenas aumentam a descrença na acção política e uma desmobilização de quem não tem por hábito participar activamente na política. Ao tratarem assuntos sérios de forma tão infantil resumem-se agora a um mero espelho de tudo o que está mal na política portuguesa.

Tenho alguma tristeza por escrever estas palavras. Senti a esperança destes momentos, e tentei estar o máximo que pude, mesmo quando tudo dizia para fazer o contrário. Existem nestes meios pessoas muito competentes e valorosas. Pessoas empenhadas. Mas enquanto se deixarem guiar por este rumo, as suas acções só servirão para demonstrar porque é que hoje estamos onde estamos. Por vezes alguns é quanto baste para que algo corra muito mal.

Quem e porquê ?

Um democrata (não verificado) on Quinta, 01/09/2011 - 14:32

" Afirmam-se apartidários, que não são “de esquerda ou de direita” e no entanto apenas promovem eventos e acções ligados à esquerda radical. Dizem querer promover a transparência e nem sequer se percebe o que formalmente são. Parecem um híbrido indefinido, entre grupo de amigos e movimento político." Quem não chegou a essa conclusão deve ser cego e surdo. A questão é saber porquê? Porquê essas mentiras? para esconder decisões tomadas à porta fechada? Sente-se que há muito mais por detrás da vitrine...é tudo menos democrático.

João, tal como o Rossio, o

Nuno (não verificado) on Quarta, 31/08/2011 - 00:23

João,

tal como o Rossio, o 15 de Outubro será uma boa experiência. Aliás, já o é. Discussões infindáveis sobre um manifesto que é muito mais que a soma das partes, por resultar do consenso das partes, da reflexão conjunta das partes. Discussões infindáveis que agora se quer que se alarguem porque o Manifesto é apenas um acabar de começar, o primeiro resultado de um esforço enorme de aproximação de posições em torno de uma indignação comum - foi necessário reflectir sobre tudo...o 12 de Março, a auditoria, a Segurança Social, a Democracia, Referendos, e muito mais para elaborar aquele pequeno pedaço de texto....reflexão essa que agora se prolongará e alargará. Ninguém tem soluções mágicas para esta crise. Unimo-nos na preocupação, e na busca dessas soluções com a população que nisso estiver interessada e que conseguirmos cativar (tal como o Rossio que te agradou).

Reforço ainda dois pormenores. O 15 de Outubro começou a 10 de Julho, numa reunião Internacional promovida na "ler devagar" pelo Rossio. O mesmo Rossio que me parece que nessa altura já consideravas "deprimente". Ou talvez outro. Será que só existe um Rossio? Ou serão vários? talvez seja essa tua necessidade de o categorizar na corrente partidária A ou B que te leva a que não lhe vejas o conteudo? "O essencial é invisivel aos olhos". Aconselho-te a passares por lá um sábado destes. A dinâmica que encontrarás será diferente. Ou talvez a mesma. Sente-a, integra-a, e logo perceberás.

E depois essa ideia de que o Rossio pretende ser representativo. É uma falsa questão. Talvez alguém quisesse que ele fosse. Talvez todos gostassemos se ele tivesse sido. Mas não poderia nunca ser, por definição. O Rossio, por definição, é apenas aberto. O que não significa que a população nele se faça representar de modo representativo - isso é outra coisa!

Mas, atenção. A sua não-representatividade - ou será antes, a sua representatividade de outra coisa? talvez de uma esquerda plural, algo partidarizada e dividida mas firme e, sobretudo, muito preocupada com o estado actual das coisas - não o compromete. Representativo ou não, o Rossio continua a ser um lugar de busca aberta de soluções. As assembleias, mesmo quando reduzidas a reuniões populares mais pequenas, continuam abertas a todos e a incluir todos. Todos os que querem, não é toda a população nem uma sua fracção representativa (seja lá o que isso for). E continua a funcionar com regras democráticas, decisões tomadas de forma aberta, formação de grupos de trabalho, etc.

A democracia não depende do número, assim como a representatividade não depende do número.

O Rossio é acima de tudo e no meu entender, um acordar e apelar obstinado à participação politica. O Rossio não persegue objectivos além destes ou, quanto muito, persegue os objectivos de quem o povoa a um dado instante. Nesse sentido é, e continua a ser radicalmente diferente de muito do que se passou nos ultimos anos em Portugal. Tal como o 15M em Espanha.

Finalmente, essa assembleia que citas não pode ter sido a 24 de Julho. Talvez Junho? E essas citações, retiraste de onde? por favor publica o texto todo, estou certo que existe bem mais do que os aspectos que acima referenciaste. Certamente, juro a pés juntos porque estive lá sempre e lá continuo, nunca foi votado nada semelhante a "Se nos interessa neste momento incluir todas as pessoas? possivelmente não…”. Pode ter sido opinião de alguém que tenha falado, isso não me admira, mas consensualizado ou votado por maioria, isso não. Peço-te que reponhas a verdade neste aspecto.

E, anda daí ao Rossio. Ajuda-nos a organizar o 15 de Outubro. Também o 15 será o que nós fizermos dele. Se não formos, se não o criarmos, nunca nos identificaremos, isso é certo.

João, tal como o Rossio, o

Nuno (não verificado) on Quarta, 31/08/2011 - 00:26

João,

tal como o Rossio, o 15 de Outubro será uma boa experiência. Aliás, já o é. Discussões infindáveis sobre um manifesto que é muito mais que a soma das partes, por resultar do consenso das partes, da reflexão conjunta das partes. Discussões infindáveis que agora se quer que se alarguem porque o Manifesto é apenas um acabar de começar, o primeiro resultado de um esforço enorme de aproximação de posições em torno de uma indignação comum - foi necessário reflectir sobre tudo...o 12 de Março, a auditoria, a Segurança Social, a Democracia, Referendos, e muito mais para elaborar aquele pequeno pedaço de texto....reflexão essa que agora se prolongará e alargará. Ninguém tem soluções mágicas para esta crise. Unimo-nos na preocupação, e na busca dessas soluções com a população que nisso estiver interessada e que conseguirmos cativar (tal como o Rossio que te agradou).

Reforço ainda dois pormenores. O 15 de Outubro começou a 10 de Julho, numa reunião Internacional promovida na "ler devagar" pelo Rossio. O mesmo Rossio que me parece que nessa altura já consideravas "deprimente". Ou talvez outro. Será que só existe um Rossio? Ou serão vários? talvez seja essa tua necessidade de o categorizar na corrente partidária A ou B que te leva a que não lhe vejas o conteudo? "O essencial é invisivel aos olhos". Aconselho-te a passares por lá um sábado destes. A dinâmica que encontrarás será diferente. Ou talvez a mesma. Sente-a, integra-a, e logo perceberás.

E depois essa ideia de que o Rossio pretende ser representativo. É uma falsa questão. Talvez alguém quisesse que ele fosse. Talvez todos gostassemos se ele tivesse sido. Mas não poderia nunca ser, por definição. O Rossio, por definição, é apenas aberto. O que não significa que a população nele se faça representar de modo representativo - isso é outra coisa!

Mas, atenção. A sua não-representatividade - ou será antes, a sua representatividade de outra coisa? talvez de uma esquerda plural, algo partidarizada e dividida mas firme e, sobretudo, muito preocupada com o estado actual das coisas - não o compromete. Representativo ou não, o Rossio continua a ser um lugar de busca aberta de soluções. As assembleias, mesmo quando reduzidas a reuniões populares mais pequenas, continuam abertas a todos e a incluir todos. Todos os que querem, não é toda a população nem uma sua fracção representativa (seja lá o que isso for). E continua a funcionar com regras democráticas, decisões tomadas de forma aberta, formação de grupos de trabalho, etc.

A democracia não depende do número, assim como a representatividade não depende do número.

O Rossio é acima de tudo e no meu entender, um acordar e apelar obstinado à participação politica. O Rossio não persegue objectivos além destes ou, quanto muito, persegue os objectivos de quem o povoa a um dado instante. Nesse sentido é, e continua a ser radicalmente diferente de muito do que se passou nos ultimos anos em Portugal. Tal como o 15M em Espanha.

Finalmente, essa assembleia que citas não pode ter sido a 24 de Julho. Talvez Junho? E essas citações, retiraste de onde? por favor publica o texto todo, estou certo que existe bem mais do que os aspectos que acima referenciaste. Certamente, juro a pés juntos porque estive lá sempre e lá continuo, nunca foi votado nada semelhante a "Se nos interessa neste momento incluir todas as pessoas? possivelmente não…”. Pode ter sido opinião de alguém que tenha falado, isso não me admira, mas consensualizado ou votado por maioria, isso não. Peço-te que reponhas a verdade neste aspecto.

E, anda daí ao Rossio. Ajuda-nos a organizar o 15 de Outubro. Também o 15 será o que nós fizermos dele. Se não formos, se não o criarmos, nunca nos identificaremos, isso é certo.

Não ponho em questão que o

Luís dos Santos (não verificado) on Sexta, 26/08/2011 - 22:30

Não ponho em questão que o debate com ideologias diferentes da nossa é produtivo, porque é: faz-nos pensar naquilo que acreditamos e porque acreditamos.

E também não estive horas a fio no Rossio, como provavelmente o João esteve, mas o que ouvi da boca das pessoas com microfone na mão não foi democrático, não foi respeitador e - mais importante que tudo - não foi variação política: foi vira-o-disco-e-toca-o-mesmo, toca-o-mesmo que o Avante subentenda-se. Não é coincidência, a Esquerda, principalmente nas suas franjas mais comunistas, faz da manifestação a sua grande bandeira de ativismo político e é normal que as pessoas mais visíveis e ativistas do Rossio fossem portanto de Esquerda, o que não invalida obviamente que houvesse na manifestação de 12 de Março pessoas a queixarem-se de dificuldades reais, de outras ideologias ou até mesmo que estas fossem o grosso da manifestação.

A mim ficou-me um repórter em frente à estação do Rossio a entrevistar jovens adultos recém-licenciados com os pais de atrelo e pessoas intoxicadas que não diziam coisa com coisa. Ficou-me, como disse, uma Feira da Ladra na praça em que pessoas com microfone lançavam um ataque a um sistema democrático simplesmente porque não gostam dos resultados deste, o que é perfeitamente legítimo, mas roça o ofensivo quando acontecem eleições e se continua a pedir a cabeça de banqueiros como se estes estivessem à porta das urnas a comprar os votos. Mais recentemente ficou-me um livro escrito por uma jovem de 22 anos recém-licenciada em Comunicação Social e já empregada num jornal, apesar de no entanto se dizer parte de uma geração sem perspetivas de futuro munida de grandes qualificações.

Eu tenho para mim a teoria de que tudo isto não é político como se afirma e sim social. Depois dos baby boomers, uma geração que teve todas as condições sociais e económicas, veio esta geração que acha que essas condições são dado adquirido: que se começa a trabalhar a ganhar 1500 euros, que nos dão um contrato vitalício de trabalho, que o Governo tem de pagar tudo e mais alguma coisa, que todos podem ter um T4 em Telheiras, um BMW na garagem e 2 filhos antes dos 30. É o choque social de que não se pode ter tudo, e cada vez menos se pode ter.

Para finalizar, e abastardizando aquela frase atribuída ao Voltaire: não concordo com o que os do 12M dizem, mas defenderei sempre esse direito de o dizerem. Será que fariam o mesmo por nós?

Retrato de João Cardiga

Concordo e discordo

João Cardiga on Sexta, 26/08/2011 - 10:02

Antes demais julgo que se refere mais às manifestações do rossio e conexas que a de 12 de março, que foram coisas bem diferentes.

 

Quanto ao retrato do rossio que dá, nem sei o que dizer. Por um lado discordo pois vi - principalmente na fase inicial - pessoas que passam mesmo por dificuldades, ou pessoas que querem mesmo mudar o estado de coisas. Por outro lado é um facto o que você afirna e que é o mais vísivel e o que transparece para o cidadão comum. Mas como qualquer outra coisa também é mesmo a realidade, não toda a realidade, mas talvez a realidade com o poder.

 

O que acho é que enquanto o 12 de Março serviu para unir, desconfio que o 15 de Outubro servirá para colocar a nu a divisão que existe na sociedade portuguesa...

 

Independente de tudo, confesso que foi uma boa experiência, deu-me contatos com pessoas interessantes e aprendi muito. Olha aprendi ao vivo todos os defeitos de uma democracia popular. Apesar de já os saber em teoria, não existe nada como a prática.

 

Dito isto compreendo quando diz: não ter respeito inteletual. Julgo que esse é o grande problema atual, as várias correntes não se respeitam inteletualmente e sem isso pouco pode ser construido.

 

Pelo lado positivo posso dizer que me deu muito prazer acabar a minha experiência a debater com um anarquista e um comunista. Acho que é interessante, e até produtivo, quando pessoas tão diferentes se respeitam e discutem os seus pontos de vista.

 

E sim Espanha é muito diferente de Portugal nesta matéria. Mas a própria cultura democrática e de debate plural está mais enraizada lá do cá. 

12M

Luís dos Santos (não verificado) on Quinta, 25/08/2011 - 21:58

Desde a conversa da "verdadeira democracia" (aparentemente democracia só existiria se fosse elegido o PCP ou BE) mantida após o esmagamento dos partidos de esquerda nas eleições, ao vazio ideológico das conversas que pelo Rossio se ouviam (que nem era anarquista nem comunista), a toda a atitude Avante-aqui-ao-lado/marcha da Fenprof que se viu neste "movimento", lamento dizê-lo João, e sem intenção de ofensa, mas isto mais não pareceu ao comum cidadão que um grito dos filhos dos ricos, revoltados contra os partidos dos pais.

Se calhar é de mim que não tenho muito respeito inteletual por este tipo de manifestações, mas basta olhar para Espanha para ver o que é uma manifestação a sério - independentemente de concordar com ela ou não. Acredito mais depressa que as pessoas que estão a manifestar-se em Espanha estão com dificuldades reais que o grupo de jovens que andou a descer Lisboa.

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