Retrato de Luís Lavoura

Toda a gente sabe que "quem dá e torna a tirar, ao inferno vai parar".

Apesar disso, é comum que, quando dois namorados se separam, um ou ambos eles exijam do outro que lhes devolva as prendas que lhe tinham oferecido durante o namoro.

Possivelmente, o(a) leitor(a) deste blogue terá ele(a) próprio(a) feito isso alguma vez na vida.

Com a Rússia e a Ucrânia passa-se atualmente a mesma coisa. A Rússia e a Ucrânia foram no passado boas amigas. Tão boas, que a Rússia resolveu oferecer à Ucrânia um pedaço de território, a península da Crimeia, que é habitado na sua maioria por russos e apenas por muito poucos ucranianos. Como a Rússia e a Ucrânia eram boas amigas, não importava, ao fim e ao cabo, a qual delas pertencesse a Crimeia. Porém, agora a Ucrânia decidiu, sabe-se lá porquê, separar-se da Rússia. Acabou o namoro. E então a Rússia exige que a Ucrânia lhe devolva esse presente, a Crimeia, que no passado lhe oferecera.

A atitude da Rússia é feia? É. Mas quem quer que tenha tido um namoro e, no fim dele, tenha exigido do(a) ex a devolução dos presentes que lhe oferecera, deverá compreender a atitude da Rússia.

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