Retrato de Luís Lavoura

Ao longo de muitos anos, ao longo de muitas eleições autárquicas, todos os candidatos dos principais partidos à presidência da Câmara de Lisboa nunca faltavam, nas suas campanhas eleitorais, a ter um dia dedicado aos taxistas. Um dia de campanha em que se encontravam com os taxistas e procuravam aliar-se às suas causas, fazer-lhes promessas eleitorais, causar boa impressão junto deles.

Receio bem que esta tradição política autárquica, velha de muitos anos, tenha acabado. Creio bem que nas próximas eleições autárquicas, daqui a um ano, os candidatos dos principais partidos já não terão nenhuma ação de campanha dedicada aos taxistas.

Eu nunca percebi porque é que os candidatos à presidência da Câmara de Lisboa - cidade onde resido - prestavam tanta atenção aos taxistas e pareciam tão interessados em aliar-se a eles. Para mim, os taxistas sempre constituíram uma classe de pessoas de importância muito marginal e com a qual eu nunca tive grande interação (ando de táxi, em média, talvez nem uma vez por ano). Por isso, acho muito bem que esta tradição autárquica acabe, como calculo que vá acabar.

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