Aproximam-se as eleições legislativas e como tal inicio a minha season política com um texto acerca deste evento nacional.
Apesar de ter estado de férias tenho vindo a seguir a vida política do país e é com alguma surpresa que tenho vindo a constatar que alguns partidos estão a assumir claramente o lugar a que pertencem. Claro que isto para mim não significa nada de mais uma vez que se comprova aquilo que já sabia, estas eleições voto em branco.

Dando uma vista de olhos pelos programas (ou pequenas amostras de programas) e pelas declarações dos líderes partidários surge como principal mudança o afastamento do PSD em relação ao PS. Por outro lado o PP e o PSD estão cada vez mais próximos o que até agora só se reflectia nas eleições europeias. Apresento de seguida a forma como vejo os partidos que concorrem a estas eleições:

PS – Assume-se claramente (não conscientemente) como o partido social-democrata português, defende algumas liberdades civis (ex. casamento entre pessoas do mesmo sexo). No entanto, a grande ênfase programática do PS é colocada no investimento público directo através de grandes projectos (TGV, Aeroporto e plano rodoviário).

PSD e PP – Como já referi PSD e PP assumem-se claramente como os partidos conservadores portugueses, ultra conservadores ao nível social sob o desígnio dos valores tradicionais da família. Por outro lado, estes partidos defendem a suspensão dos grandes projectos de investimento e colocam a ênfase nos benefícios fiscais para as PME.

BE e PCP – Acerca do BE e do PCP não existe muito a dizer, de resto defendem aquilo que sempre defenderam: nacionalizações, um estado paternalista e a luta pela liberdades civis (ex. direitos dos homossexuais, eutanásia).Tal como na Europa, em que estes partidos fazem parte da mesma família (esquerda unitária), também em Portugal apenas se notam pequenas diferenças entre eles.

MPT/PH – O MPT continua desesperadamente à procura de coligações para aumentar o número de votos com vista a alcançar as subvenções do estado. Por seu lado p PH continua igual a si próprio. No entanto, não tenho grandes dados para analisar onde se situa esta coligação no panorama político. Uma coisa é certa, parece-me que os valores tradicionalistas continuam lá todos.

MEP – O MEP, até pelo passado dos seus dirigentes, parece-me um partido um tanto ou quanto conservador no que diz respeito às liberdades civis. Distingue-se do PSD e do PP por estar um pouco mais à esquerda, no entanto facilmente os encontraríamos integrado na mesma família que os conservadores PSD e PP.

MMS – O MMS continua à procura do seu espaço, pelo que tenho visto diria que é um partido próximo do PSD em termos económicos e fiscais mas um pouco mais liberal que este em termos civis. Ainda é complicado avaliar este partido assim como o MEP uma vez que são partidos muito recentes.

Para os Liberais Sociais continua a ser muito complicado fazer uma escolha, se queremos um partido pro europeísta escolhemos claramente o PS, por outro lado se queremos aliviar um pouco o peso do estado na economia parece que o PSD é a escolha acertada, por fim se o que nos move são as liberdades civis típicas (ex. eutanásia, despenalização das drogas leves, direitos dos LGBT) então aí o nosso voto deverá orientar-se para o BE ou o PCP. Precisamos urgentemente de um partido Liberal Social.

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Só para concluir: nem eu

João Mendes on Domingo, 13/09/2009 - 10:59

Só para concluir: nem eu disse que estava. ;)

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Mas...

João Cardiga on Domingo, 13/09/2009 - 10:30

"Mas neste debate específico, estava-se a falar de trabalho, por isso parecem-me ser temas para outro dia."

Sim mas produtividade do trabalho nem sempre está dependente do próprio trabalhador ;)

"Quanto a quando é que se deve despedir, isso é mesmo sair de tema em relação ao post"

Tens toda a razão acabei por desviar sem me aperceber (troca de posts)

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Queres falar da

João Mendes on Sábado, 12/09/2009 - 20:44

Queres falar da produtividade do capital? Da terra? Também se pode. Mas neste debate específico, estava-se a falar de trabalho, por isso parecem-me ser temas para outro dia. (Para não haver confusão e nos mantermos relativamente focados neste conjunto de comentários. :P)

Quanto a quando é que se deve despedir, isso é mesmo sair de tema em relação ao post. Fica para outro dia? ;)

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"Nenhum trabalho de

João Cardiga on Sábado, 12/09/2009 - 19:37

"Nenhum trabalho de avaliação vai dar certezas absolutas de que tudo funciona..."

Eu só gostava de ver este raciocinio aplicado nos dois sentidos. Por exemplo quando se fala na produtividade só se fala nos trabalhadores. Porquê?

Aliás se verificares o motivo que aplicas no teu comentário é exactamente o motivo pelo qual eu sou contra esta medida concreta.

No entanto, muitas pessoas pintam um realidade que pura e simplesmente não existe! Em que situações é que deve existir despedimentos?

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Nenhum trabalho de

João Mendes on Sábado, 12/09/2009 - 17:42

Nenhum trabalho de avaliação vai dar certezas absolutas de que tudo funciona, e as condições na empresa, e no mercado em que a empresa opera, podem mudar. Assumir que tornar mais fácil o despedimento se deve a laxismo e incompetência é assumir que as pessoas têm ficar juntas para sempre porque uma parte tem de ser protegida a todo o custo, e que se as coisas não funcionam, a culpa é da parte "mais forte". Não me parece que se possa validamente assumir que seja sempre isso que se passa.

Analogamente, poderíamos também acabar com/dificultar bastante o divórcio, para proteger a parte mais fraca do casamento. Foi este género de políticas que deu origem ao aparecimento de muitas uniões de facto, que por sua vez deram origem à necessidade de regulamentação jurídica da mesma figura. E que aliás agora alguns querem tornar num pseudo-casamento mesmo a nível jurídica, exactamente pelo mesmo tipo de argumentação que leva ao aparecimento de políticas anti-despedimento.

Ora, isto não me parece a melhor ideia, por razões que ficaram explícitas quando se falou das uniões de facto aqui no blogue.

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Gestores incompetentes...

João Cardiga on Sábado, 12/09/2009 - 13:51

"Mas o número de falsos contratos de prestação de serviço não é muito elevado por acaso."

Julgo que temos porque temos muitos gestores incompetentes! Um bom gestor não tem medo dos problemas que possa vir a ter e confia nas suas decisões. Recrutar uma pessoa implica um esforço de avaliação que na maioria dos casos não é feito. Trabalhar com uma pessoa necessita de um esforço diário que não é feito.

A verdade é que um gestor escolhe os recibos verdes porque é preguiçoso na maioria das vezes.

Tu resolves 90% dos problemas de recursos humanos com uma boa politica de recursos humanos e não com recibos verdes.

E honestamente a maior irracionalidade dos gestores nesta matéria é que não pagam mais a quem tem recibo verde do que quem tem contrato. No dia que o fizerem verão que a maioria das pessoas preferirão um contrato mais flexível.

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Claro que se despede, não

João Mendes on Sexta, 11/09/2009 - 13:49

Claro que se despede, não é absolutamente impossível. Mas o número de falsos contratos de prestação de serviço não é muito elevado por acaso. E foi isso que eu quis dizer.

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E acrescente-se o seguinte:

João Mendes on Quinta, 10/09/2009 - 01:49

E acrescente-se o seguinte: em Portugal, não se despede. Dissolve-se amigavelmente o contrato ou então a pessoa nem tem contrato de trabalho porque é "trabalhador por conta própria", devido à nossa nada flexível lei laboral. Esta medida do BE a única coisa que ia fazer era aumentar o número de "trabalhadores por conta própria" que de repente ficavam sem "clientes" e um aumento da dissolução amigável dos contratos. Não ia resolver problema nenhum. Fogo de vista e pouco mais.

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Despede sim!

João Cardiga on Quinta, 10/09/2009 - 22:22

"...em Portugal, não se despede..."

Despede-se sim senhor! Aliás nem é assim tão dificil despedir-se, é trabalhoso mas não é dificil...

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O Bloco de Esquerda não

João Mendes on Quinta, 10/09/2009 - 00:10

O Bloco de Esquerda não assume que a iniciativa privada é a melhor forma de resolver o problema da criação de emprego ao dizer que os empregadores não podem despedir os seus empregados só porque ainda têm lucro. Aliás, o Bloco de Esquerda parece achar que quem deve criar emprego a todo o custo é o Estado, através de regras como esta, de um Código do Trabalho ainda menos flexível, e de contínuos aumentos do investimento público.

Há formas e formas de lidar com o desemprego. Esta forma, limitando a margem de manobra das empresas durante a crise com base na ideia de que se tem de manter as pessoas empregadas a todo o custo (e tendo em conta que Portugal já não é propriamento dos países mais produtivos...) não é propriamente liberal. É a velha ideia de ver tudo no curto prazo. Há uma crise, por isso há que sair da crise, e sair da crise é com medidas destas. Isto não é acreditar minimamente na iniciativa privada, e não resolve o problema. Finge resolvê-lo de forma populista.

Porque vejamos, em que é que esta medida ia ajudar a resolver uma recessão? As pessoas ficariam empregadas até às últimas, e as empresas teriam prejuízo, altura em que despediriam as empresas. Ou então, as empresas "dariam prejuízo" para despedir as pessoas. E isto resolve o quê, no longo prazo? Ou mesmo no curto prazo? Nada.

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Implicitamente...

João Cardiga on Quinta, 10/09/2009 - 22:19

Eu afirmei "implicitamente" o que significa que o raciocinio é meu. ;)

Por acaso a ideia do BE tem a ver com o longo prazo. A questão é que quem pertence ao BE tem uma forma diferente do nosso, pelo que é normal que a nós não nos pareça a mais correcta. Mas julgo qu não é por isso que as medidas não têm mérito. Julgo que é uma má solução, mas não o é populista.

Como te disse, no contexto actual é necessário evitar falsos despedimentos "legitimos". Sob pena de sermos nós todos a pagar essa descisões. Além de que são praticas de concorrência desleal.

"Porque vejamos, em que é que esta medida ia ajudar a resolver uma recessão?"

Ela não tem o objectivo de resolver uma recessão, mas evitar que ela se aprofunde. Quando acontece uma crise destas o primeiro passo não é receitar um "medicamento" mas sim estancar a ferida.

Mas atenção eu julgo que é uma má medida. Mas no meu caso pura e simplesmente porque prescreve uma solução igual para casos completamente diferentes.

Eu pessoalmente preferia que no contexto actual uma medida que, genericamente, proibisse a distribuição de dividendos nas empresas que despedem com lucros...

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Não é "good old socialism"...

João Cardiga on Quarta, 09/09/2009 - 23:12

"Mas acho que uma proposta como "as empresas com lucros não podem despedir" diz bastante sobre a mentalidade do BE."

Julgo que esta é uma medida que tem levado muita "porrada" dos seus criticos injustamente. Quero dizer desde já que não concordo. Mas tem o seu mérito. Ao contrário do que muita gente pensa esta medida não é "good old socialism" mas uma resposta alternativa a um problema grave.

O problema é o comportamento irracional das empresas no contexto actual de crise. E é isso que se tenta combater através de aumentar uma barreira ao despedimento.

Um fenómeno que aconteceu, e ainda acontece agora é o aproveitamento da crise actual para despedir e baixar os custos de trabalho. Dado o contexto actual é muito fácil ao empresário despedir um ou dois trabalhadores e manter os restantes a trabalhar mais, com o mesmo salário. Assim o empresário tem em teoria um comportamento racional micro (afinal está a maximizar os seus lucros). O problema é que se todos os agentes tiverem este comportamento todos perdem, pois ao despedir estão a diminuir no curto, mas principalente no médio prazo o poder de compra de toda a sociedade pelo que irá perder encomendas e diminuir o seu rendimento. Ou seja no fundo o empresário tem um comportamento irracional a nível macro.

Ora se noo contexto normal isso não tem muito impacto, no contexto da crise actual e nas suas caracteristicas isso é quase suicida. Neste contexto esta é uma medida, até um pouco liberal, de combate à crise. Liberal porquê? Porque em vez de ser o Estado a promover a criacção de emprego directamente assume implicitamente que é a iniciativa privada a melhor forma de resolver esse problema!

Eu acabo por não concordar pois acho que dá o "remédio" correcto para a "doença" diagnosticada.

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Menos indeciso...

João Cardiga on Quarta, 09/09/2009 - 17:23

Bem e eu que pensava que seria o mais indeciso! Neste momento já só tenho duas opções. Eu passo a explicar o meu "thought process":

1) Eliminei todos os "pequenos partidos" sem acento parlamentar. Julgo que não é necessário explicar o porquê de não votar PNR, PCTP-MRPP, 4POUS, PPM e PPV. Quanto ao PND, MEP e MMS não representam para mim nenhuma novidade ao que já existe e não fizeram nada de relevante que justificasse levar o meu voto. O PH, que até poderia remotamente levar o meu voto teria de se juntar ao MPT o que estragou por completo as hipoteses de ter o meu voto (no inquérito sobre a europa o MPT estava demasiado afastado das minhas opções). Honestamente não conheço o PDA nem o PTP e quanto ao PEV não sabia que estava a concorrer isoladamente...

2) Posto isto resta-me as 5 opções. O PSD e o PP estão completamente fora de hipoteses. Julgo mesmo que este ano a grande diferença entre ambos é que o PP é abertamente populista, enquanto o PSD tem um populismo mais camuflado. Aliás estes partidos são a antitese do que defendo politicamente, no máximo levariam o meu "anti-voto"...

3) No outro espectro, à esquerda não voto PCP. Por uma questão de principio não voto em Partidos que afirmam que a Coreia do Norte é uma democracia...

4) Passo agora para o PS. E talvez causando um pouco de polémica, tenho de afirmar que o saldo do mandato é positivo. O mais positivo para mim foi a capacidade de resposta a situações de crise (neste ponto foi possivelmente o melhor governo dos ultimos 20 anos), algumas das medidas e decisões. Por exemplo julgo que a decisão de introduzir novas tecnologias nas escolas globalmente positiva e a opção do magalhães também (o unico ponto que me levanta uma questão é saber como foi tratado este ponto a nível de concorrência). E as energias foi um campo também muito importante. Considero, pessoalmente o TGV e o Aeroporto uma não questão. No entanto à cerca de 2 anos que o PS perdeu o meu voto. Para mim nem todos os meios são justificados pelos seus fins e a actuação do Governo na Educação passou esse limite. Obviamente não é a unica questão mas é determinante para mim...

5 - Sobra então as minhas duas opções:

a) votar BE: O primeiro motivo pode ser por, dentro dos 5 partidos, e se analisar tendo em vista todo o espectro da ideologia que defendo, este é o partido actualmente mais próximo da mesma. A juntar a isto considero que o BE foi, dos 5, o partido mais inovador, foi o que soube utilizar rapidamente as novas tecnlogias, formou novos deputados apesar de ter poucos lugares, e fez um trabalho arduo na nossa democracia para chegar onde chegou. Dado que o reconhecimento do mérito é importante para mim o meu voto serviria para isso. Finalmente, e talvez o factor com mais peso, é que uma elevada percentagem no BE obrigaria o mesmo a definir-se. Actualmente quando criticamos o BE estamos a basear-nos em preconceitos. Ora se o BE for mesmo apenas um partido de protesto, um partido radical, então estas serão as ultimas eleições em que terão uma percentagem elevada libertando assim eleitorado para futuras eleições. Se por outro lado for um partido de poder como afirmam ser então a ganhamos um partido social-democrata ideológicamente sólido e isso será benéfico para todos.

b) votar branco: as diferenças ideológica para com o Bloco são muito elevadas - principalmente na componente económica - além disso eu ainda não confio no BE. Assim e quando olho para todo o espectro politico sinto que está muito afastado das minhas opções, aliás não me reconheço em nenhuma opção. Além disso a campanha tem sido péssima. Estava mais perto de votar num partido antes de começar a campanha do que estou actualmente. Foi provavelmente a pior campanha que já vi, sendo também que estas são as eleições mais importantes até hoje. Ou seja: se chegar à conclusão que nenhum merece o meu voto então votarei em branco.

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Definição do BE

João Mendes on Quarta, 09/09/2009 - 19:41

O BE tem um programa bastante bem apresentado, sob o formato de livro (aliás passível de ser adquirido por uma módica quantia em qualquer livraria burguesa), que o define bastante bem. Basta leres o livro e ficas a saber ao que eles iriam. Mas acho que uma proposta como "as empresas com lucros não podem despedir" diz bastante sobre a mentalidade do BE. Que nada tem, a meu ver, de inovadora.

O BE tem um programa

Anónimo (não verificado) on Quarta, 09/09/2009 - 19:40

O BE tem um programa bastante bem apresentado, sob o formato de livro (aliás passível de ser adquirido por uma módica quantia em qualquer livraria burguesa), que o define bastante bem. Basta leres o livro e ficas a saber ao que eles iriam. Mas acho que uma proposta como "as empresas com lucros não podem despedir" diz bastante sobre a mentalidade do BE.

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Sim, mas é que eu reparei

João Mendes on Quarta, 09/09/2009 - 12:33

Sim, mas é que eu reparei que nem sequer consigo pensar no PEV enquanto alternativa politica autónoma. Por razões óbvias, claro.

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Infelizmente...

Miguel Duarte on Quarta, 09/09/2009 - 11:36

Para as legislativas não faço a mínima ideia em quem vou votar.

É que neste momento não consigo mesmo decidir-me pelo "menos mau", pois é tudo (muito) mau.

Retrato de Luís Lavoura

É

Luís Lavoura on Quarta, 09/09/2009 - 15:00

Muito mau, e a mim parece-me cada vez pior.

No PSD temos uma liderança totalmente errática e sem credibilidade, e um vazio total de ideias. Votar no PSD é dar um cheque em branco não se sabe bem a quem. No PS temos a promessa de esbanjar o pouco dinheiro que o país ainda vai tendo em obras públicas de necessidade mais que duvidosa, apenas para (como o próprio Sócrates ontem afirmou) combater o desemprego. O CDS é o mesmo que o PSD, o PCP e o BE estão cada vez mais a regressar a teses dos anos 50 do século passado. Nos novos partidos vêem-se ideias erráticas e sem fio condutor.

Isto está cada vez pior, em termos de paisagem política.

Luís Lavoura

RE: PEV

André Escórcio ... on Quarta, 09/09/2009 - 11:06

Tens toda a razão João, não falei no PEV. Aliás existem vários partidos de que não falei:

PCTP/MRPP
PPM
POUS
PDA
PEV
P.N.R.
PND
PTP (Partido Trabalhista Português)
PPV (Partido Pro Vida)

Escolhi apenas aqueles que acho que têm tido um maior destaque no panorama politico e que podem vir a ter um maior número de votos.

Retrato de Luís Lavoura

Deus

Luís Lavoura on Quarta, 09/09/2009 - 15:03

Devias ter falado do Partido Pró Vida. Vão concorrer às eleições e trazem ideias refrescantes à liça. No sítio deles na internet têm uma votação sobre qual o slogan que o partido deve adoptar para a campanha. Uma das propostas é: "Na cabina de voto, Deus vê-te!"

Luís Lavoura

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PEV

João Mendes on Quarta, 09/09/2009 - 10:47

Sobre o PEV, nem uma palavra? ;) Claro que eu também nem sequer falei no PEV no que toca aos clips. Diz muito sobre o PEV, parece-me, enquanto alternativa política em Portugal.

Retrato de Luís Lavoura

Concordo

Luís Lavoura on Quarta, 09/09/2009 - 10:32

Concordo com todo o post. O BE e o PCP estão atualmente praticamente indistinguíveis, e o mesmo se diga de PSD e PP. Em minha opinião se se fundissem estes dois pares de partidos, isso só seria bom em termos de clarificação política. O MEP e o MMS ainda não se sabe ao que vêem. O MPT-PH virou à esquerda.

Para os Liberais Sociais está muito difícil, de facto, escolher em quem votar. O André vota em branco, eu ainda não sei.

Luís Lavoura

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