Retrato de Luís Lavoura

Podemos não concordar com as teses defendidas pelo PCP mas, pelo menos, o seu objetivo nominal de defender os proletários, os trabalhadores, o povo, parece-me louvável.

Por isso fico horrorizado quando vejo, como ontem vi, o PCP a defender os privilegiados, os ricos, ou até a classe média.

Ontem ouvi o secretário-geral do PCP a defender que o valor das reformas, mesmo das mais elevadas, deve permanecer intocável. Jerónimo de Sousa referiu-se explicitamente, entre outros, aos juízes, que auferem frequentemente reformas de valor elevadíssimo.

Isto é de um oportunismo descarado e de uma total falta de princípios.

Que o PCP defenda os reformados que auferem pequenas reformas, incluindo aqueles que não descontaram o suficiente para aquilo que recebem, eu compreendo. Mas é inaceitável que o PCP se ponha a defender reformados que, não só auferem reformas de valor despudoradamente elevado como, ainda por cima, nunca descontaram quantias que justifiquem esses valores.

Um juiz não deixa de ser um

Anónimo (não verificado) on Segunda, 17/12/2012 - 15:52

Um juiz não deixa de ser um proletário. O que o PCP defende é muito simples: que a crise capitalista seja paga mais pelo Capital e menos pelo Trabalho. E baixar as reformas, quaisquer que elas seja, é transferir rendimentos do trabalho para o capital.

resposta

Luis Santos (não verificado) on Segunda, 17/12/2012 - 20:12

Ou seja, traduzindo: que a dívida contraída aos bancos (Capital) para itens orçamentados ao Estado (como por exemplo reformas) seja paga não por via do aumento de impostos a cidadãos ativos (trabalho) ou impondo teto razoáveis ao valor que qualquer um desses itens possa ter mas sim por pura e simplesmente continuar a ser paga por via de empréstimos?

A "crise que a pague o

Anónimo (não verificado) on Terça, 18/12/2012 - 00:44

A "crise que a pague o capital" é uma palavra de ordem que tem como finalidade atrair comentários do género do seu, que nos dizem que é impossível o capitalismo sair da crise sem se aumentar a exploração. E é apenas chegando a essa constatação tão óbvia que muitas pessoas deveriam reflectir sobre se vale a pena "aperfeiçoar" o capitalismo.

resposta

Luis Santos (não verificado) on Segunda, 17/12/2012 - 20:12

Ou seja, traduzindo: que a dívida contraída aos bancos (Capital) para itens orçamentados ao Estado (como por exemplo reformas) seja paga não por via do aumento de impostos a cidadãos ativos (trabalho) ou impondo teto razoáveis ao valor que qualquer um desses itens possa ter mas sim por pura e simplesmente continuar a ser paga por via de empréstimos?

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