Retrato de Luís Lavoura

Há 40 anos que em Portugal há centenas de incêndios florestais pequenos, médios, grandes e enormes.

Nessas centenas todas de incêndios florestais, praticamente nunca houve vítimas civis. Quando muito, em casos esporádicos houve uma ou duas vítimas civis (isto é, excluindo os bombeiros).

Mesmo no incêndio de Pedrógão Grande, que foi enorme e durou três dias, as muitas vítimas civis ocorreram todas apenas num curto período de tempo, talvez de uma hora ou duas, a meio do incêndio, isto é, cinco horas depois de ele se ter iniciado.

Estes dois factos - a excecionalidade da ocorrência de vítimas civis no incêndio de Pedrógão Grande, e o facto de essas vítimas terem ocorrido apenas numa pequena parte desse incêndio - apontam claramente para uma qualquer circunstância muitíssimo excecional que ocorreu durante um curto período de tempo nesse incêndio, e que causou todas essas vítimas.

Ou seja, baseado apenas nestes dois factos, eu deduzo que as vítimas civis em Pedrógão Grande não foram causadas por qualquer falha humana, mas sim por uma circunstância, climática ou outra, muito exceceional que fez com que este incêndio, num local e numa hora determinados, tivesse tido um comportamento imprevisivelmente agressivo.

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