Retrato de artur baptista

Tomei hoje conhecimento de que o Ministério da Justiça, após um análise quantitativa de qual o deficit de magistrados no sistema ao qual chegou ao numero de 60, preparou um curso especial para formar esses quantos novos elementos dos tribunais.
Para isso, o CEJ (instituto que forma os juizes e os procuradores) vai escolher, de dentro dos advogados que se submeteram ao dificil escutinio de entrarem nessa escola e não conseguiram (por ano são escolhidos 200 de cerca de 1200 candidatos) para o curso normal de 1 ano, 60 que irão ter um curso mais curto e "à pressão" para satisfazer essa necessidade. De notar que este estudo já tem mais de ano e meio e em vez de abrirem o numero de vagas para o curso normal, escolheram a via de menor exigencia.
Aliás, no caminho seguido pelo processo das Novas Oportunidades.
É claro que, se no caso das novas oportunidades o mercado de trabalho será garante que o nivel de exigencia será o maior possivel, no caso do "monopolio natural da Justiça" os seus efeitos serão bastante mais nefastos.
Fica aqui a minha repudia pelo facilitismo já que não vou até à posição que pensar que ao Poder Politico, quanto pior Justiça melhor. O será?

Retrato de Luís Lavoura

Não me parece

Luís Lavoura on Quinta, 17/09/2009 - 17:14

Vemos com alguma frequência decisões judiciais muito estranhas, que nos fazem suspeitar que alguns juízes deste país têm bem pouco juízo.

Eu diria que o problema dos juízes não é propriamente o eventual facilitismo do curso que os forma no CEJ. O problema de alguns juízes é, realmente, falta de juízo, falta de maturidade para julgar, excessivo conservadorismo, enfim. Não se trata de um problema de educação, trata-se de um problema de personalidade.

Luís Lavoura

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