Retrato de Luís Lavoura

Mais uma vez, tenho que estar de total acordo com Paulo Portas.

A Palestina solicitou a sua admissão como membro de pleno direito da UNESCO. As autoridades de Negócios Estrangeiros da União Europeia debateram o assunto e aconselharam os membros da União Europeia a abster-se na votação. O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Portas, considera, e bem, que a União Europeia só pode ser forte em matéria de política externa se falar a uma só voz e, como tal, mandou os diplomatas portugueses obedecerem ao ditame europeu e absterem-se. Portugal absteve-se.

Mas outros países da União Europeia mandaram às urtigas a sra. Ashton e as autoridades da União. Nomeadamente a Alemanha, que votou contra,

A União Europeia, assim, não vai a lado nenhum. Com países como a Alemanha a portarem-se mal, não dá.

Que obrigação temos nós de respeitar a União Europeia se o seu principal país, a Alemanha, não a respeita?

não se podem respeitar 27 opinhões

Anó (não verificado) on Quinta, 03/11/2011 - 03:59

nem pode haver con sensus a 27 vozes

chamar união a uma coisa que apenas o comércio e o euro uniu

Retrato de Luís Lavoura

resposta

Luís Lavoura on Quinta, 03/11/2011 - 09:49

Claro que não pode haver consenso de 27 entidades. Mas essas 27 entidades podem pelo menos respeitar a opinião maioritária a que se chegue. É assim que qualquer Estado é governado, ao fim e ao cabo. As pessoas podem não estar de acordo, mas respeitam as decisões tomadas, desde que concordem que o processo da tomada de decisão é o correto.

Se a Alemanha e a França não querem respeitar as decisões do gabinete da sra. Ashton, então que digam desde o princípio que não querem nem aceitam que a União tenha uma política de negócios estrangeiros comum.

A França (e a Bélgica)

Ricardo Alves (não verificado) on Terça, 01/11/2011 - 16:44

A França (e a Bélgica) votaram a favor. Quando os dois países centrais da UE votam «às avessas», qual seria o consenso possível?

Retrato de Luís Lavoura

Pois

Luís Lavoura on Terça, 01/11/2011 - 17:18

O facto de a França e a Bélgica terem votado a favor (se fôr verdadeiro - aceito que sim) ainda agrava o problema. Temos assim que os dois maiores países da União se deram a liberdade de desconsiderar a opinião do "ministério" dos Negócios Estrangeiros da União. Pior ainda, esses dois maiores países deram-se ao luxo de votar de forma diametralmente oposta.

A União Europeia não existe em matéria de política externa. A sra. Ashton, coitada, faria melhor em demitir-se.

É uma vergonha.

  • As linhas e os parágrafos quebram automaticamente

Mais informação sobre as opções de formatação