A questão no título deste post deveria ser, mais completa: "Portugal é viável num quadro de mercado internacional aberto e livre?"
O facto é que o país sofre de uma abjeta falta de competitividade económica e de um apetite tremendo por consumo e importação.
Os liberais pretendem resolver estes problemas através de (1) um Estado mais leve, com menor peso na economia, (2) um sistema de justiça mais eficiente, e (3) um mercado de trabalho liberalizado. Porém, eu, embora concordando com a necessidade de todos os três pontos acima referidos, tenho as maiores dúvidas de que eles vão resolver o problema português.
Ou seja, considero que as reformas mencionadas no parágrafo anterior são o melhor que a classe política pode e deve fazer ao país mas que, no entanto, elas não serão capazes de o endireitar.
A génese da falta de competitividade portuguesa não radica em más políticas mas sim, efetivamente, num povo pouco produtivo e pouco inventivo. E isso é um mal que a boa política não é capaz de corrigir.
Temos um povo que, atavicamente, despreza o valor da educação (deseja, quando muito, obter um "canudo") e que é terrivelmente conformista, estilo "Maria vai com as outras", pouco dado à invenção, à originalidade, à iniciativa.














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