Este é talvez o post da semana passada que melhor resume o que penso:
"a declaração da Standard & Poor's de que a resposta dos líderes europeus "não está à altura dos riscos" constitui a verdade nua e crua e deveria ser motivo para que os líderes europeus encarassem a sério este problema. Mas o mais provável é que a resposta não esteja à altura dos riscos precisamente porque a Europa não tem neste momento líderes à altura para enfrentar a maior crise de sempre na construção europeia. E não tem também instituições à altura para substituir os actuais líderes por outros que estejam à altura.
Em Portugal o Governo também não tem estado infelizmente à altura da crise. Desbaratou todo o seu capital político em nomeações controversas enquanto as reformas marcam passo. Ao mesmo tempo o Ministro das Finanças conseguiu o prodígio de já estar a falhar a meta do défice de 2012 em 0,9% do PIB apenas duas semanas depois de o ano ter começado. Isto simplesmente porque se esqueceu de contabilizar os efeitos em 2012 da transferência dos fundos de pensões efectuada para salvar o défice de 2011."
(Negritos meus.)














Mas as agências de rating
Joao (não verificado) on Segunda, 23/01/2012 - 01:29Mas as agências de rating também são tudo menos isentas. O papel delas nesta altura do campeonato é o de transferir o onús da crise financeira do mundo anglo-saxónico - 2008, lembram-se? - para países como Portugal.
Assim estamos agora a pagar aos bancos desses países de forma a tapar os buracos deixados pelo rebentar das bolhas imobiliárias nos EUA, Reino Unido, Irlanda e também Espanha.
Como a classe política portuguesa está toda comprada, os governos portugueses pagam a essas agências para que elas baixem os ratings de empresas portuguesas que dão lucro.
Assim se fazem "self-fulfilling profecies" e se arruinam artificialmente países. Lembram-se da América Latina nos anos 70 e 80? Passa-se o mesmo agora na Europa do Sul.
NÃO ELES QUE NOS ESTÃO A AJUDAR. SOMOS NÓS QUE ESTAMOS A AJUDÁ-LOS.
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