Retrato de Luís Lavoura

Ontem na televisão, numa curta interevenção de um minuto, o Álvaro, com ar cansado e acabrunhado, usou por três vezes a expressão "Santa Sé" - ele que, temo bem, até deve ser ateu. No certeiro post de Luís Menezes Leitão (no blogue Delito de Opinião, linque na barra ao lado), o Álvaro bem nos podia poupar este espetáculo deprimente e humilhante, e abandonar de vez a ideia parva e inútil da extinção de feriados:

"[...] nesta história dos feriados, uma iniciativa absolutamente ridícula e que só demonstra uma falta de consideração pelos símbolos nacionais como não há memória em Portugal, acabou por transformar a extinção dos feriados religiosos numa suspensão por cinco anos porque "é a vontade da Santa Sé". Pelo vistos, para o Governo, se é a vontade da Santa Sé, [...] amen. Mas como [...] a Santa Sé [não se importa] com os feriados que comemoram a independência do país ou o regime republicano, esses serão definitivamente extintos. Se o ministro da Economia tivesse um pingo, já não digo de sentido de Estado, mas de vergonha na cara, voltava atrás com esta absurda proposta de extinção de feriados e poupava-nos a este triste espectáculo da humilhação do Estado Português e dos seus símbolos nacionais, a que todos os dias somos forçados a assistir."

É claro que acabar com os

cena (não verificado) on Quarta, 09/05/2012 - 21:36

É claro que acabar com os feriados nada resolve, é apenas simbólico, penso eu. Mas atacar o Ministro pelo aspecto ou "ar acabrunhado" é uma argumentação muito fraca, desculpe que lhe diga.
Cumprimentos

Retrato de Luís Lavoura

acabrunhado

Luís Lavoura on Quinta, 10/05/2012 - 09:02

O ar acabrunhado do ministro foi apenas um comentário, não constitui um ataque a ele. O que eu ataco é a submissão do Estado português aos ditames de Santa Sé e a triste figura que o ministro faz ao defender acriticamente essa submissão. Que raio, o ministro deveria ao menos ter tomates para se recusar a fazer aquela figura triste de vir afirmar perante as câmaras que a Santa Sé manda e nós obedecemos.

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