Retrato de Luís Lavoura

O governo prepara-se para fazer entrar em vigor um sistema de "preços de referência" para os carburantes (gasóleo e gasolina).

Este sistema tem para mim um desagradável odor ao sistema de preços máximos - que na prática constituíam preços universais - que vigorava até 2000. Espero que o país não vá agora andar para trás, como o caranguejo. Os preços dos carburantes, tal como o preço do arroz e do esparguete, devem ser livres. Não há qualquer espécie de razão para que os preços de produtos essenciais como os cereais sejam livres mas o preço de produtos que em boa parte dos seus usos não são essenciais, como os carburantes, sofram uma supervisão política.

Entretanto, eu questiono: porquê preços de referência apenas para o gasóleo e a gasolina, e não para outros derivados do petróleo também? Então o gás de botija, com o qual tantos portugueses cozinham as suas refeições, não mereceria também ser tabelado? Por que perversos motivos políticos liga o governo português tanta atenção ao preço do gasóleo e da gasolina, que servem em grande parte para entretenimento da classe média, e tão pouca atenção ao gás de botija, um produto essencial para muitos portugueses pobres?

Está muito silencioso por aqui! Porque não deixar uma resposta?

  • As linhas e os parágrafos quebram automaticamente

Mais informação sobre as opções de formatação