Retrato de Miguel Duarte

Interessante, parece que, pelo menos até ao momento, o corte do trânsito na Praça do Comércio teve os efeitos que semelhantes medidas têm no estrangeiro:

  • Dados do Metropolitano de Lisboa indicaram um aumento de 3,5% na utilização daquele meio em relação às segundas-feiras do mês anterior, especialmente nas estações de Sete Rios (mais 10,2 % de passageiros), Praça de Espanha (mais 9,3%), Santa Apolónia (mais 8,9%) e Cais do Sodré (mais 7,6%).
  • A Carris verificou, através dos controladores de tráfego, que os autocarros circularam com maior velocidade no corredor BUS da Avenida da Liberdade, do Marquês de Pombal até ao Terreiro do Paço.
  • A Avenida 24 de Julho teve uma "redução muito significativa" do trânsito a partir da Infante Santo em direcção a Santos, com "menos 38%" de carros da parte da manhã, em comparação com o período homólogo na semana passada (segunda--feira das 07.00 às 12.00).
  • A primeira manhã sem carros na Avenida Ribeira das Naus gerou estrangulamentos em pontos "já esperados" na Baixa, como a Rua do Arsenal, mas "foi uma situação de grande normalidade em toda a cidade", assumiu o presidente da Câmara, António Costa, ao princípio da noite de ontem.

Fontes: DN e JN

E também já li relatos de pessoas que com estas alterações pouparam meia hora no seu caminho em transportes públicos para Lisboa (devido à redução de tráfego no percurso Beato - Cais do Sodré).

A minha sugestão? Se isto continuar assim espero que a Praça do Comércio nunca volte a abrir ao trânsito e seja transformada numa zona pedonal, com cafés, galerias, museus, concertos ao ar livre, artistas e hotéis. Podemos ter a praça central mais bonita do mundo na nossa cidade. Basta termos coragem para fazê-lo.

Tudo normal!

Maurits van der... on Quarta, 18/02/2009 - 23:25

Fui a pé para o trabalho todos os dias desta semana, passando pelo Arco do Cego e pela Avenida da República e não notei nada fora do vulgar. Espero mesmo que esta situação continue, e concordo completamente com o Miguel: a Praça do Comercio é uma praça muito bonita e poderá receber um grande impulsionamento caso fique sem trânsito. Estes resultados são na verdade muito parecidos aos observados em outros países; as leis do trânsito felizmente também se aplicam a Portugal.

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Maurits é membro do MLS, D66, e LYMEC

Retrato de Luís Lavoura

Calma

Luís Lavoura on Quarta, 18/02/2009 - 09:30

Tem que se ter em conta os efeitos noutras zonas, longínquas, da cidade.

Ontem a hora de ponta da tarde foi particularmente infernal na zona da Estefânia. Tive que ir a pé para casa (não que me chateie...) porque o autocarro mal se deslocava. Sei pela rádio que o mesmo se passou noutras zonas da cidade (Praça de Espanha, etc), com o trânsito completamente congestionado.

Os carros não despareceram. Alguns automobilistas transferiram-se para o metro e autocarros, sem dúvida. Outros automobilistas transferiram-se... para outras zonas da cidade.

Luís Lavoura

Retrato de Miguel Duarte

Centro da Cidade

Miguel Duarte on Quarta, 18/02/2009 - 11:29

Evidentemente que os carros saem de um lado e passam para o outro. Algumas pessoas passam a usar transportes públicos (e esse efeito não é imediato, certamente), outras mudam simplesmente o trajecto.

Se um percurso começar a entupir, obviamente muitas pessoas vão procurar outros percursos alternativos.

A questão é que o centro da cidade (Baixa, Praça do Comércio), não devem efectivamente ser centros de passagem dos automóveis.

Eu sou uma das pessoas que

André Escórcio ... on Quarta, 18/02/2009 - 09:21

Eu sou uma das pessoas que faz todos os dias o percurso entre Santa Apolónia-Alcântara (de transportes públicos).
Reconheço que no primeiro dia a coisa foi um pouco complicada, mas desde então está cada vez melhor, os autocarros estão cada vez mais rápidos, cada vez o trânsito de carros está mais fluido.
Mesmo como defensor do fecho do Terreiro Paço estou surpreendido.
Outra coisa que estava à espera é que os autocarros ficassem à pinha, mas como são mais pontuais isso não acontece, estão até mais desafogados.

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