Retrato de Luís Lavoura

Eu gosto de referendos sobre a independência de territórios e acho que os votos emanados de tais referendos - desde que eles sejam feitos de forma limpa e sem excluir indevidamente alguns dos reais habitantes desses territórios - devem ser respeitados. Isto é, se uma região vota pela sua independência, então essa independência deve realizar-se. Realizar-se a bem, de forma correta e cordata, assim como a Eslováquia e a República Checa no passado decidiram separar-se - de forma suave, sem recriminações nem ressentimentos.

Por isso acho bem que se realize um referendo sobre a independência da Crimeia, ou sobre a sua adesão à Federação Russa. E acho que, se o voto fôr a favor dessa solução, ela deverá ser implementada. Tal como acho bem que se vote sobre a independência da Escócia, da Catalunha ou, eventualmente, da Madeira.

Concordo com referendos territoriais.

Se os russos aceitam que se faça um referendo na Crimeia para uma separação desse território da Ucrânia também deveriam aceitar o mesmo na  CheChênia. O governo da Chechênia declarou-se independente da Federação Russa, Ieltsin chegou a concordar, depois veio Putin e invadiu o território.  Não sei porquê não se lembram disso.

 

Quanto à Madeira. A questão está posta ao contrário. Um referendo no continente para expulsar a Madeira de Portugal. Nós continentais temos razões para querer isso. Afinal o madeirences têm votado maioritariamente desde o 25 de Abril num partido que só pensa em estorquir dinheiro ao continente, fazendo uma dívida colossal.

Não seria caso inédito, a Federação da Malásia expulsou Singapura por divergências políticas e Singapura lá se tornou independente e mais próspera que a Malásia.  

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