Retrato de Luís Lavoura

Não costumo comentar neste blogue política estrangeira, mas faço hoje uma exceção.

Barack Obama reconheceu ontem que errou na sua intervenção na guerra líbia, por não ter previsto o que iria fazer quando a tivesse ganhado.

Só lhe fica bem reconhecer publicamente que errou. É o primeiro dever, de seja quem for, reconhecer os seus erros.

Devemos porém notar que Obama cometeu na Líbia exatamente o mesmo erro que Bush tinha, antes dele, cometido no Iraque.

É lamentável que os presidentes americanos não aprendam com os erros dos seus antecessores. Que repitam os erros em que os seus antecessores já caíram.

Mas há pior: Obama nem sequer aprendeu com o seu próprio erro. Voltou a cometer na Síria o erro que tinha cometido na Líbia, e que o seu antecessor tinha cometido no Iraque.

Síria, Líbia e Iraque: três países árabes com sociedades muito fragmentadas mas que se mantinham unidas sob ferozes ditaduras. Em todos os três casos, os Estados Unidos resolveram atacar o ditador, e com isso destruir o país e deixar o caos a fermentar atrás de si.

Obama reconheceu o seu erro e louvo-o por isso. Mas não lhe posso perdoar, porque mostrou ser burro, ao não ter aprendido nem com o erro do seu antecessor, nem com o seu próprio erro.

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