Retrato de Luís Lavoura

O presidente francês Sarkozy foi recebido em festa em Benghazi, por líbios que agradeceram o apoio militar que a França deu à sua revolução.

Eu sugiro ao presidente francês que, já que foi tão bem recebido em Benghazi, fique lá. Estabeleça lá residência, não volte a França, não continue a chatear os franceses nem, sobretudo, os outros europeus. Estou certo de que esse arranjo será do agrado, tanto dos líbios da Cirenaica (dos da Tripolitânia tenho dúvidas), quanto dos franceses. Estou certo de que a maioria dos franceses verá com bons olhos que Sarkozy desapareça da sua vista, tal como os habitantes de Benghazi ficaram tão satisfeitos com o seu aparecimento.

 

Entretanto, parece que o novo governo líbio anunciou que, em paga dos bons serviços da França no apoio à revolução, cerca de um terço do petróleo líbio passará a ser explorado por uma empresa francesa. Compreende-se assim que o dinheiro que os contribuintes franceses foram forçados a pagar para financiar a guerra contra Kadhafi não passou, afinal, de um subsídio dos contribuintes à indústria petrolífera francesa. Subsídio indireto e por vias tortuosas mas, apesar disso, claramente subsídio.

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