Retrato de Luís Lavoura

Em Viseu a água para a rede pública é transportada em autotanques. (Em muitas outras cidades e vilas do país a mesma coisa está a ser feita, só que não se fala disso para não se dar má fama a essas cidades e vilas. Mértola já está a ser abastecida por autotanques há muito mais meses que Viseu.) Isso custa um ror de dinheiro às autarquias. Mas a população continua a ser autorizada a gastar água à sua vontade. Não há racionamento nem aumento de preço da água, apesar do enorme custo que as autarquias suportam com o transporte dela.

Em tempo de seca, mandaria a mais elementar racionalidade económica e ambiental que se aumentasse o preço da água - para o dobro, para o triplo, para o que fosse necessário. Mas em Portugal há a ideia de que a água é um bem público que deve ser tendencialmente gratuito (e que deve ter o mesmo preço em todos os pontos do país). Por isso, a população não tem qualquer verdadeiro estímulo para poupar água. Os autotanques que servem Viseu podem custar muito à autarquia, mas os viseenses podem continuar a gastar água à vontade sem olhar ao seu custo.

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