Quanto mais conceituada for uma faculdade, mais restritiva deve esta ser ao aceitar os seus alunos. Existem duas maneiras de impedir os alunos maus de entrar:
1) Aumentar os criterios de acesso (GMAT, TOEFL, medias universitárias)
2) Aumentar as propinas

Em geral, os dois critérios variam em conjunto :)














Não
Filipe Melo Sousa on Quarta, 09/05/2007 - 13:22A Católica tem uma qualidade de ensino superior.
E como mede isso? Consta que
Anónimo (não verificado) on Quarta, 09/05/2007 - 17:44E como mede isso? Consta que o ISCTE é muito melhor, mas você lá terá um método infalível de medir a qualidade do ensino superior pelo valor das propinas.
Espere lá, mas o ISCTE não
Anónimo (não verificado) on Quarta, 09/05/2007 - 12:06Espere lá, mas o ISCTE não é muito melhor que a Católica?
Um post com um raciocínio parvo q.b..
Filipe você tá vendo isso muito bem!
Álvaro Felix (não verificado) on Sexta, 04/05/2007 - 20:12Muito bêm muito bêm!
ao estado o que é do estado, ao indivíduo o que é do individuo
Hugo F Garcia (não verificado) on Domingo, 29/04/2007 - 21:55O Estado tem a ganhar em ter mais licenciados, por isso deve apoiar o ensino superior.
Os individuos têm a beneficiar em estudar os cursos certos portanto devem estudar e escolher bem o curso.
O resto cabe ao mérito
Cheque em Branco
Filipe Melo Sousa on Domingo, 29/04/2007 - 19:39Repara que não estou a imputar a responsabilidade de uma má decisão a quem escolhe o curso. Consegues dar-me um link com dados de empregabilidade (objectivos) do curso de comunicação social na ESCS em Lisboa?
E de Psicologia no ISPA?
E de direito na Lusíada?
E Engenharia Química no IST?
Inevitavelmente, uma instituição bancária tem acesso a informação, ou pode adquiri-la muito mais facilmente que um jovem de 17 anos.
As pessoas tendem a escolher o curso apenas pela sua inclinação, independentemente da saída que este possa vir a ter. Mas é uma fantasia ingénua pensar que é esse o único aspecto a levar em conta. Com certeza que cada um sabe melhor que uma instituição bancária aquilo que gosta de fazer. Eu defendo precisamente que seja o indivíduo a decidir. E para isso ele não deve ser privado de um elemento de apoio à decisão que é essencial. Ele precisa de um semáforo que lhe indique a sua probabilidade de sucesso. O que acontece, é que ao chamar a si o oligopólio do ensino, o governo inibe a sociedade civil assim como a economia de actuar de modo eficiente. Como o financiador não tem o mínimo interesse no retorno do seu investimento, este coíbe-se de informar sobre seu o retorno.
É toda a diferença que faz um cheque passado pelo seu dono, ou por um burocrata para quem não passa de um papel com cifras.
A mão invisível
Filipe Melo Sousa on Domingo, 29/04/2007 - 01:07Um financiador (seja o estado ou um banco privado) está por vezes a fazer um grande favor, ao não emprestar dinheiro a alguém para não continuar os estudos.
Infelizmente a educação superior tendencialmente gratuita revela-se em muitos casos um grande desperdício de tempo e recursos, porque os estudantes não têm a mínima sensibilidade para as saídas do curso (ou a falta delas).
Fosse o financiamento do ensino superior depender unicamente do empréstimo privado, os estudantes iam dispor de uma ferramenta preciosa para decidir a sua carreira: os bancos iam recusar-se a emprestar dinheiro para cursos com pouca saída. Em casos de cursos de sucesso, não haveria qualquer entrave de financiamento, pois os bancos sabem que aquela pessoa tem uma grande probabilidade de sucesso. É precisamente isso que falta no momento da decisão: um semáforo. Um sinal "avança" ou "não avances".
?
Filipe Brás Almeida (não verificado) on Domingo, 29/04/2007 - 16:45«Infelizmente a educação superior tendencialmente gratuita revela-se em muitos casos um grande desperdício de tempo e recursos, porque os estudantes não têm a mínima sensibilidade para as saídas do curso.»
Mais uma vez discordo contigo.
Eu vou tomar aqui uma posição radical e acreditar que é o individuo (não um banco, e não o estado) que sabe melhor o que ele deve fazer com a sua vida e o seu percurso académico.
Propinas mais altas evitam alunos menos bons
CGP (não verificado) on Sexta, 27/04/2007 - 18:12Pelo que conheço da selecção de alunos para MBA, as notas universitárias têm muito pouco peso. Mais não seja, porque é muito complicado fazer comparações internacionais de médias universitárias.
Tendo em conta que a decisão de fazer um mba é baseada numa análise (acréscimo de rendimento futuro por via de MBA - Propina - Custo de oportunidade do período que passa a estudar > 0). Quanto maior fôr a propina, mais facilmente se afastarão aqueles para quem o MBA terá um valor acrescentado futuro mais baixo (os "maus" como o filipe lhes chama). Ao efectuar o empréstimo, os bancos tentam avaliar esta mais-valia porque dela dependerá a capacidade de pagamento do empréstimo. Se a propina aumentar, os bancos irão emprestar a quantia a menos pessoas.
Seja como fôr, para um aluno que vai para harvard ou wharton, o seu grande custo é o custo de oportunidade dos 2 anos que lá passa.
Correlação
Filipe Melo Sousa on Sexta, 27/04/2007 - 16:18Obviamente não existe uma relação causal directa entre o aumento do preço e a admissão de um aluno, sendo apenas o primeiro factor o determinante. Quis chamar aqui sobretudo a atenção para o factor de correlação entre as duas variáveis que variam a par uma da outra, sendo a segunda variável consequência da primeira:
1 - critérios de admissão
2 - propinas
À medida que o curso ganha em prestígio, pode aumentar as notas de acesso, mantendo a mesma procura. Pode então dar-se ao luxo de aumentar as suas propinas. Até porque, como bem explicitaram aqui o Miguel e o Migas, raro será o banco que não esteja disposto a financiar um aluno admitido em (quase) todas as faculdades acima listadas.
Poderia também dizer que da perspectiva da gestão da universidade, um bom aluno é um aluno que traz muito dinheiro. Mas não, não era esse o intuito deste post, e não vou por aí. Este post tinha outro intuito um pouco mais cáustico. Mas explicado não tem piada (6)
Este post tinha outro
AntónioCostaAmaral (AA) (não verificado) on Sábado, 28/04/2007 - 18:37Este post tinha outro intuito um pouco mais cáustico.
E está bem conseguido. O que acontece é que com preços artificialmente baixos, tende a atrair quem não valoriza a formação como investimento de futuro, o que também não é bom para a reputação da instituição - acontece o contrário, passa a atrair aqueles que não são "bons"...
Prove it.
Filipe Brás Almeida (não verificado) on Domingo, 29/04/2007 - 00:51Afirmações deste género teriam melhor aceitabilidade se fosse acompanhadas com dados concretos que o corroboram.
Duvido sinceramente que se possa estabelecer uma correlação destas. Até porque se ela fosse verdade, pondo de parte a questão do estado (e eu acho que o estado tem obviamente um papel nesta matéria), as próprias scholarships privadas (Rhodes por exemplo) não fariam qualquer tipo de sentido. Esta ideia de que ninguém deve agora financiar os estudos a alguém sobe pena do sujeito não dar valor ao que lhe está a ser dado, é deveras mirabolante.
Ui.
Filipe Brás Almeida (não verificado) on Sexta, 27/04/2007 - 15:31maneiras de impedir os alunos maus de entrar: (...) Aumentar as propinas
Que disparate.
De resto bons comentários all around, Miguel, Migas e André.
Not quite
Migas on Sexta, 27/04/2007 - 13:53A eliminação de alunos "maus" é feita apenas pelo critério de acesso.
As propinas aumentam em função da evolução da procura por parte dos alunos suficientemente qualificados para serem admitidos. E esta procura é tanto maior quanto forem os ganhos futuros potenciados pelo curso em causa.
Mais: não sei de nenhum aluno que tendo sido admitido pelo seu mérito numa b-school de topo não tenha frequentado o curso por uma questão de genuina falta de fundos. Entre bolsas e empréstimos, o dinheiro nunca falta a quem é admitido.
Fw: Not quite
AntónioCostaAmaral (AA) (não verificado) on Sábado, 28/04/2007 - 18:34Concordo com o Migas. Estas instituições usam vários critérios para seleccionar os alunos, e aqueles que consideram "maus" não entram. Logo, as tuition fees tendem a ser um preço de mercado -- e um que é extremamente competitivo. Por isso, dá-se um processo um pouco inverso ao que é descrito no post. Uma escola estará disposta a facilitar financeiramente a entrada de excelentes alunos, pois sabe que isso se traduzirá favoravelmente nas estatísticas de entrada, e muito provavelmente nas de saída.
Como é que através de
André Escórcio ... on Sexta, 27/04/2007 - 13:45Como é que através de médias e aumento das propinas se impede os "maus" de entrarem?????
Impede-se sim é de entrarem quem não tem o dinheiro para pagar e quem teve notas mais baixas no secundário (que não tem nada a ver com "bons ou maus").
Podes explicar em que consiste o GMAT e o TOEFL?
Don't worry
Miguel Duarte on Sexta, 27/04/2007 - 14:27Qualquer aluno que consiga entrar (e terminar o seu curso) numa escolas estrangeira indicadas pelo Filipe irá ganhar um salário suficientemente grande para pagar qualquer empréstimo de que necessite. Estamos a falar de escolas de "gestão".
Quanto ao GMAT é essencialmente um teste que testa a tua capacidade de raciocínio e interpretação (exige alguma preperação prévia, obviamente) e o TOEFL é um teste de língua Inglesa. O primeiro é muito usado nas escolas de negócios para filtrar alunos pois é um garante que estes estão aptos a frequentar o curso.
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