Bem dizia Pedro Arroja que as verdades são muitas vezes ditas por cavaleiros solitários, contra a esmagadora maioria da opinião. Na verdade, a medida ambientalista mais eficaz é mesmo a preconizada pelo director do Museu da Ciência (Londres); o controlo de natalidade. Milhões de preservativos e milhões de pílulas, distribuídas em massa, impedindo que os países em crescimento continuem a necessitar de poluir massivamente os seus “eco-sistemas.”
Claro, dificilmente a verdade é ouvida…

Retrato de Filipe Melo Sousa

Nem é chocante nem é novidade

Filipe Melo Sousa on Terça, 31/07/2007 - 09:58

A relação entre a pobreza e o número de filhos é linear
http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Fertility_rate.jpg
são os mesmos países com taxas de natalidade elevadas que crescem a um grande ritmo:
http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_population_growth_rate

Existe um crescimento da população global. E dentro de poucas décadas, a generalidade dos homens são poluir, porque nenhuma forma de vida humana tem um balanço zero de carbono.

Sempre se pode ignorar este facto..

Mas de facto para que hei eu de moderar o meu consumo de carbono, se há quem esteja disposto a ter 7 filhos para sobrepovoar o planeta? Vale a pena pensar nisto.

países em vias de desenvolvimento

Hugo Garcia on Quinta, 26/07/2007 - 08:47

Os países subdesenvolvidos têm taxas de natalidade e mortalidade muito elevadas, logo têm pouco crescimento demográfico e uma esperança média de vida muito baixa.
Os países desenvolvidos têm taxas de natalidade e mortalidade muito baixas. Consequentemente, têm pouco crescimento (ou mesmo decréscimo) demográfico, uma esperança média de vida alta e uma população envelhecida.

É na fase intermédia, nos países em vias de desenvolvimento que as taxas de natalidade se mantêm elevadas e as de mortalidade decrescem. Nestes países existe um crescimento demográfico insustentável.
Coincidentemente é nos países em vias de desenvolvimento que se polui mais por habitante. Muitos carros e motas antigos, extremamente poluentes e práticas a nível empresarial extremamente prejudiciais, com níveis de eficiência energética baixíssimos.

A ideia de que se trava o aquecimento global através do controlo demográfico é simplesmente absurdo, porque não é daqui por 20 ou 30 anos que se vai resolver os problemas das alterações climáticas.

Mas controlar o crescimento demográfico nos países sub-desenvolvidos e em vias de desenvolvimento não deixa de ser importante. Através desse controlo consegue-se fazer um desenvolvimento mais sustentável, mas não devemos ver a sustentabilidade apenas pelo ponto de vista do ambiente, mas também pelo social, económico e estrutural.

Olhando para o Brasil podemos analisar as consequências do crescimento demográfico excessivo. Se políticas de controlo de natalidade, nomeadamente a legalização do aborto, tivessem sido colocadas há alguns anos, hoje a qualidade de vida no brasil seria muito superior.

O apoio dos países desenvolvidos aos países sub-desenvolvidos e em vias de desenvolvimento para o controlo de natalidade é algo que nos beneficia a todos e deve ser considerado.

Retrato de Igor Caldeira

Facto sem relação

Igor Caldeira on Quinta, 26/07/2007 - 02:04

Miguel, é um facto que a maior parte da poluição é produzida pelos países demograficamente estáveis. Mas sê-lo-á pela estabilidade demográfica ou pela sua opulência?

Se formos ver a questão, não apenas da poluição, mas também de outros fenómenos - a desertificação, por exemplo - a comparação é menos favorável aos países em desenvolvimento. A explosão demográfica está a arrasar milhares de hectares todos os anos, o que coloca a questão da sustentabilidade económica e ambiental desses países.

PAra além disso, imaginemos o que seria, daqui a 50 anos, a Nigéria com cerca do triplo da população (ou seja, 400 milhões de habitantes) o que significaria uma densidade superior à do Benelux, com um estilo de vida igual ao português, mas solos muito mais pobres que os portugueses e os do Benelux. Incomportável.

O problema está aqui: com crescimento demográfico explosivo, não só a pressão ambiental é aumentada, como também ninguém se desenvolve.

Penso que a maior parte da

Miguel Madeira (não verificado) on Quinta, 26/07/2007 - 00:51

Penso que a maior parte da poluição é produzida por países com populações mais ou menos estáveis (ou seja, os países desenvolvidos)

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