Várias forças políticas atacaram o espectáculo que a Renault trouxe ao centro de Lisboa no último fim-de-semana. Porque "dá um sinal errado", porque "causa ruído", pela "poluição atmosférica", porque se trata de "vender" o espaço público a qualquer preço, porque causa transtorno devido ao corte do trânsito, em suma, porque não gostam do espectáculo e se permitem criar algum buzz mediático.
Quando determinados acontecimentos políticos não se enquadram num sistema político-ideológico, a análise política aparece totalmente deslocada e fora de contexto, querendo complicar o que é simples. Isto é mais frequente em questões autárquicas, que se enquadram menos dessa forma.
O Roadshow da Renault obrigou ao corte de trânsito na Avenida da Liberdade durante dois dias, diminuindo a poluição sonora e atmosférica à custa da passagem de alguns carros cujo ruído, somando as parcelas dos segundos gastos para cima e para baixo, não deve ter ultrapassado 10 minutos. Pessoas a passear despreocupadamente, fizeram lembrar o Dia sem Carros. A Renault, que entende ser esta iniciativa do seu interesse e por isso já a levou a vários países, pagou todas as taxas exigidas, o que incluiu um reasfaltamento da zona. O público certamente criou algum lucro aos comerciantes locais. Fica a pergunta: porquê complicar o que é simples?

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