Retrato de Luís Lavoura

Como é que um indivíduo pode, ora ser presidente da câmara de Sintra, ora ser presidente da câmara de Lisboa? Lisboa e Sintra são dois concelhos bastante extensos e com realidades bastante complexas; como se pode conhecer tão bem um quanto o outro? Como se pode estar tão à-vontade num quanto no outro?

Por um lado, argumento que um candidato a presidente de câmara deve residir, há já alguns anos, no município ao qual se candidata. Como pode uma pessoa que reside num município conhecer bem outro? Como pode uma pessoa defender as cores de um município no qual nem sequer reside? Faz sentido eu ir votar, para presidir ao meu município, numa pessoa que mora noutro município?

Por outro lado, suspeito que a gestão de uma câmara municipal seja atualmente, independentemente de qual a câmara em questão, uma tarefa tão complexa - em termos burocráticos, financeiros e administrativos - que exija pessoas especialmente preparadas para essa função. É como a gestão de grandes empresas multinacionais, que atualmente é frequentemente feita por uma classe de gestores profissionais, que ora são contratados por uma empresa, ora por outra totalmente distinta que anteriormente até desconheciam por completo. Se fôr essa a situação, faz sentido que os presidentes de câmaras se profissionalizem nessa gestão, estando estão disponíveis para presidir a qualquer câmara do país.

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