Retrato de Luís Lavoura

O setores ligados à Igreja Católica - incluindo, crucialmente, todos aqueles que em Portugal se dedicam à ética e à deontologia médicas, setores que se encontram totalmente dominados, tanto quanto consigo descortinar, por católicos militantes, embora devidamente camuflados - estão muito ativos no debate sobre aquilo a que chamam eutanásia.

Crucialmente, pretendem sempre discutir a eutanásia e nunca uma coisa muito mais simples - o suicídio assistido.

O suicídio assistido, tal como praticado por exemplo na Suíça, consiste simplesmente na descriminalização da ajuda ao suicídio quando se trate do suicídio de uma pessoa doente sem esperanças de cura. Não é eutanásia.

A eutanásia, em que um médico ou familiar mata um doente, alegadamente por caridade, é uma coisa que nada tem a ver com a liberdade individual. O suicídio assistido, pelo contrário, tem tudo a ver com a liberdade individual.

A eutanásia é, reconhecidamente, algo difícil e melindroso de admitir. O suicídio assistido, pelo contrário, pode e deve ser imediatamente admitido.

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