Segundo o Ministério das Obras Públicas, que é responsável pela TAP, a privatização dessa empresa é urgente (foi afirmado em notícia esta manhã na Antena 1). Esse Ministério diz que a empresa não resistirá a qualquer choque (um aumento do preço do combustível para aviões, uma diminuição da procura causado por uma qualquer crise do transporte aéreo) que possa vir a sofrer proximamente. Em caso de tal choque, a TAP falirá, dado que o Estado, seu proprietário, não está autorizado - por regras da União Europeia - a injetar capital nela.
(Em caso de falência da TAP, acrescento eu, a empresa morre, mas as dívidas não. Como o proprietário da TAP, ou seja, o Estado português, não morre com ela, as dívidas permanecem para esse proprietário as pagar. Os contribuintes ficam com o bolo das dívidas para pagar ao longo dos anos seguintes.)
Há muitos, muitos anos (uma ou duas dezenas deles, pelo menos) que a privatização da TAP se impõe. Porque o transporte aéreo é (na Europa) um negócio cada vez mais perigoso, difícil e, potencialmente, ruinoso. O Estado adiou sempre a privatização, ano após ano, sempre, quiçá, à espera de ter uma melhor TAP para vender. Mas nunca teve nem nunca terá. Urge que o Estado se desfaça dela o mais urgentemente possível.
Os tempos petrolíferos não estão para que os contribuintes andem a brincar com negócios que dependem crucialmente do preço do petróleo.














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