Retrato de Luís Lavoura

É de uma incrível imbecilidade a discussão política a que nos últimos dias temos vindo a assistir sobre a decisão da TAP de deixar de voar do aeroporto do Porto para importantes cidades europeias como Bruxelas, Milão e Barcelona.

Parece-me evidente que a TAP, tal como qualquer empresa capitalista, deve guiar o seu planeamento por critérios de rentabilidade e lucro e não por critérios políticos.

A rentabilidade da TAP no mercado interno europeu está muito limitada pelo facto de ela estar em competição com as companhias aéreas low cost. Devido a isso, a TAP não pode subir muito as suas tarifas, sob pena de perder grande parte dos seus passageiros. Vê-se pois condenada a ter tarifas tão baixas que perde dinheiro com certos vôos - que é o que acontece com estes vôos que a TAP pretende descontinuar.

É pois normal que a TAP se concentre nos vôos transatlânticos, nos quais não tem a concorrência das low cost, e se limite, no espaço europeu, aos vôos menos prescindíveis para alimentar os vôos transatlânticos.

Isto é simplicíssimo de explicar, e é lamentável que se esteja a discutir a estratégia comercial de uma companhia aérea, que todos devemos desejar ser rentável (porque ela emprega muitos portugueses e paga muitos impostos em Portugal), em termos políticos.

Deixem a TAP a quem percebe do negócio aéreo! Não queiram que a TAP funcione em termos políticos, como funcionavam as empresas soviéticas, com os tristes resultados que se conhecem. A TAP deve ser uma empresa capitalista, que dá lucro, e não uma empresa socialista, que funciona para cumprir um plano político!

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