Retrato de Luís Lavoura

Um texto interessante de Ken Livingstone, presidente da Câmara de Londres. (Desculpem não traduzir.)

July 2, 2007
Clear Up the Congestion-Pricing Gridlock
By KEN LIVINGSTONE

THE New York State Assembly ended its session on June 22 without reaching a consensus on Manhattan's congestion pricing proposal - a delay that may cost New York City some $500 million in federal transportation money. Assembly members have voiced concerns about the economic impact of the program, the effect on traffic outside Manhattan and even the effectiveness of the idea itself.

Four years ago, London was engaged in a very similar debate. We now have the luxury of hindsight. While the two cities' situations are not identical, they certainly have analogies and therefore, perhaps, the success of London's program can shed light on the current debate in New York.

At that time, London's business district was undergoing rapid growth, but it was at capacity in terms of traffic. Efforts to channel more cars into the city center simply led to ever lower traffic
speeds, which in turn led to business losses and a decrease in quality of life. Simultaneously, carbon emissions were mounting because of the inefficiency of engine use.

In 2003, London put in place a £5 (about $9) a day congestion charge for all cars that entered the center city (the charge is now £8). This led to an immediate drop of 70,000 cars a day in the affected zone. Traffic congestion fell by almost 20 percent. Emissions of the greenhouse gas carbon dioxide were cut by more than 15 percent.

The negative side effects predicted by opponents never materialized. The retail sector in the zone has seen increases in sales that have significantly exceeded the national average. London's theater district, which largely falls within the zone, has been enjoying record audiences. People are still flocking to London - they're simply doing so in more efficient and less polluting ways.

There has been a marked shift away from cars and into public transport and environmentally friendly modes of travel. There has been a 4 percent modal shift into use of public transport from private cars since 2000. Simultaneously, the number of bicycle journeys on London's major roads has risen by 83 percent, to almost half a million a day. Cycling has become something of a boom industry in London, with improvement in health for those involved and substantial benefit for the environment.

This success had preconditions. In London, as will be the case in New York or any other city, an enhanced public transportation system was critical. To ensure readiness, we made significant upgrades to public transport. Our investment focused on enhancing London's bus system, rather than the subway, because we needed to increase capacity in the quickest, most cost-effective way.

Specifications for a modern, more comfortable fleet were introduced, bus lanes were added, and more inspectors were put on to ensure buses ran at regular intervals. With London's buses a more attractive alternative, the number of bus trips a day has risen to six million, an increase of two million from 2000 - with ridership growing most rapidly among the highest-paid social groups. In turn, this helped relieve pressure on the subway, ensuring it continued to run smoothly. Investment in public transport continues to this day, aided by the revenue from the congestion charge - the equivalent of some $200 million annually. Like New York's plan, London's congestion program initially met with some skepticism. Before the program began, polls showed that public opinion was divided almost exactly evenly. Since then, opinion
has shifted to 2-to-1 in favor.

The results have led us to expand the initial program. In February the existing congestion charging zone was extended westward, doubling its size. Traffic in the extended zone fell by 13 percent.

The next stage of congestion charging in London will be a move to emissions-based charging. This will be aimed at deterring vehicles with the highest carbon emissions, like sports utility vehicles, from entering the city center. The new program will impose a payment of £25 per day for such vehicles, as well as abolish the 90-percent exemption that their owners would receive if they were residents of the congestion charging zone. Incidentally, this charge for S.U.V.'s
enjoys 3-to-1 popular support.

Is London's success a guarantee that congestion charging will work in New York? Of course not. But it is an indicator that properly executed congestion pricing works, and works well. Singapore and Stockholm already operate such programs and other cities are examining them. Given the success of congestion charging in London, this is not surprising.

Sim Luís, tens razão. Não

André Escórcio ... on Quarta, 18/07/2007 - 12:03

Sim Luís, tens razão. Não é um problema, são dois. Equivoco meu.

No entanto o problema do estacionamento prende-se directamente com o problema da circulação, se por dia entram centenas de milhares de carros em Lisboa de pessoas que vêm trabalhar, fazer compras, passear ou outra coisa qualquer, é natural que estas centenas de milhares de carro ocupem muito espaço em estacionamento. Agora experimenta fazer uma coisa, pensa que não existiam essas centenas de milhares de carro estacionados em Lisboa, achas que continuava a haver falta de estacionamento?
Depois existe o problema do estacionamento reservado para trabalhadores das organizações, aqui na minha zona se retirares o parque ao museu militar, à refer, à PSP e à GNR (continuando a existir para os carros que efectivamente são pertença destas), garanto-te uma coisa há estacionamento de sobra.

Hugo, repara numa coisa para

André Escórcio ... on Domingo, 15/07/2007 - 16:41

Hugo, repara numa coisa para que é que se criam parques pagos? ou taxas de circulação?
Na minha opinião esta medida deve ser implementada para se acabar com excesso de carros a circular em Lisboa, no entanto esse excesso não se deve aos moradores mas sim às pessoas que entram de fora da cidade. Se tivessemos apenas moradores de Lisboa a andar de carro não existiria este problema de trânsito.
Depois existe um outro aspecto que é a desertificação da cidade (que traz também mais carros), penalizando os moradores desta cidade em relação a outras cidades da area metropolitana de Lisboa

Retrato de Luís Lavoura

Dois problemas

Luís Lavoura on Segunda, 16/07/2007 - 08:19

Há dois problemas diferentes: a circulação, e o estacionamento.

Quando eu digo que o estacionamento de moradores deve passar (progressivamente) a ser pago, digo-o porque há falta de estacionamento. Não tem a ver com a circulação. Se há falta de estacionamento, então, para racionalização da utilização do estacionamento, é preciso que este seja pago. Independentemente das condições de circulação.

Por exemplo, no Bairro Alto, há pouca circulação (a zona está fechada) e pouquíssimo estacionamento. Para que a utilização do pouquíssimo estacionamento que há seja racional, é preciso que ele seja pago. Mesmo havendo pouca circulação.

Os moradores precisam de ser estimulados a procurar eles mesmos resolver o seu problema de estacionamento, em vez de guardarem o carro (que muitas vezes até só é utilizado muito raramente) na rua, a expensas da comunidade.

Luís Lavoura

Retrato de Luís Lavoura

Taxas em Lisboa

Luís Lavoura on Quinta, 05/07/2007 - 11:47

Aqui há uns anos, já bastantes, o professor José Manuel Viegas orientou uma tese de mestrado de uma estudante no Técnico sobre a possibilidade de introduzir taxas à entrada de Lisboa. (A tese encontra-se disponível na biblioteca do IST. Foi lá que a encontrei, por mero acaso.) A tese estudava os pontos de acesso onde seria preciso cobrar, etc.

A recomendação da tese, apesar de ela ter sido feita já há bastantes anos, permanece, em minha opinião, perfeitamente atual: as taxas são uma solução possível para Lisboa, mas, antes de as aplicar, é preciso tomar medidas mais simples, nomeadamente restrições ao estacionamento. Em Lisboa continua a ser extremamente fácil estacionar sem pagar, ou então paga-se muito pouco. As tarifas são ridiculamente baixas, e a Câmara tem sempre o cuidado de deixar, aqui e ali, espalhados pela cidade, locais onde se pode estacionar sem pagar. O risco de se ser multado permanece muito baixo. Continua a ser permitido estacionar ao longo das ruas - coisa que na generalidade das cidades estrangeiras é proibido. Aliás, em Lisboa estaciona-se na berma de ruas mesmo quando há sinais bem claros de que nessa rua é proibido estacionar.

Uma atuação séria e impiedosa ao nível do estacionamento teria muitos benefícios para a circulação de peões e automobilistas, e deveria preceder qualquer tentativa de introduzir taxas à entrada da cidade.

Nomeadamente, eu penso que é altura de a Câmara de Lisboa começar a eliminar as isenções de pagamento do estacionamento para os residentes. Essas isenções estimulam efetivamente os residentes a não comprar garagem - pois se podem estacionar na rua à borla!

Luís Lavoura

bem visto

Hugo Garcia on Quinta, 05/07/2007 - 13:12

"Essas isenções estimulam efetivamente os residentes a não comprar garagem"
Mais uma razãopara não se deturpar o mercado permitindo que uns não paguem enquanto os outros pagam.

descontos de moradores

Hugo Garcia on Quinta, 05/07/2007 - 11:25

Não é minimamente democrático que os moradores paguem menos pelo mesmo serviço que os de fora.

A única razão porque isto acontece é porque quem escolhe a camara são os habitantes e não os trabalhadores ou visitantes. E naturalmente que os habitantes por um ponto de vista egoísta escolhem o presidente que cobra aos de fora, mas não aos de dentro.

Isenções

Maurits van der... on Quinta, 05/07/2007 - 10:50

O Congestion Charging só se aplica nos dias úteis das 7 até às 18.

Só para mostrar que os moradores (e outros grupos) da zona têm discontos/isenções:

O site http://www.cclondon.com/ diz:

There are a range of exemptions and discounts available to certain categories of drivers and certain categories of vehicles and individuals. Several of these categories require registration. If you are confident that you are eligible for any of these, please click on the following links to print out a registration form straight away. The forms will make clear how to fill them in, what information to provide, and where to send them.

Please note that there are 2 options to apply for the Residents' discount:

  • Disabled people, or institutions for disabled people
  • Residents living within the congestion charging zone
  • Drivers of alternative fuel vehicles
  • Motortricycles 1 metre or less in width & 2 metres or less in length
  • Vehicles with 9 or more seats
  • Drivers of roadside recovery vehicles
  • Accredited breakdown organisations
  • Drivers of electrically propelled vehicles
  • Patients who are clinically assessed as being too ill to travel to an appointment on public transport may be eligible to claim a reimbursement of the Congestion Charge from their treating hospital. There is a Congestion Charging NHS reimbursement scheme booklet available to download or read on-line which details all you need to know about possible eligibility for a reimbursement. NHS staff and fire-fighters may also be able to claim a reimbursement of the Congestion Charge from their employers for certain operational journeys undertaken as part of their work.

    [..] other categories include: all two-wheelers, London licenced Taxis and minicabs, certain operational vehicles used by the emergency services, including HM Coastguard and Port Authorities, and certain operational vehicles used by the eight London Boroughs, either partly or wholly within the congestion charging zone, the armed forces, Royal Parks Agency and breakdown organisations.

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    Maurits é membro do MLS, D66, e LYMEC

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