A notícia aqui veiculada, segundo a qual o Estado alemão acaba de pagar uma taxa de juro negativa num empréstimo pelo prazo de seis meses que contraiu, não me supreende.
O que esta notícia nos sugere é que está a haver, para além de uma fuga de capitais para fora da Zona Euro, também uma fuga de capitais interior à Zona Euro, dos países da periferia (entre os quais Portugal) para os países do núcleo duro (o principal dos quais é a Alemanha).
Esta fuga explica o eterno protelar, o eterno adiar, o eterno tergiversar, que tem constituído a política da Alemanha em relação à crise do euro ao longo dos últimos (muitos) meses. A Alemanha não resolve a crise do euro nem deixa de a resolver - tenta, simplesmente, que ela prossiga, mas em lume brando.
De facto, a crise do euro coloca os países europeus uns contra os outros. Enquanto Portugal e a Grécia perdem, porque pagam juros cada vez mais elevados e porque o capital foge deles, a Alemanha e a Holanda beneficiam, porque atraem o capital e porque pagam juros cada vez menores. A infelicidade de uns é a felicidade dos outros.
É claro que uma Europa assim é insustentável a médio (ou curto) prazo. A Alemanha sabe-o. Mas, como (a curto prazo) beneficia da situação, tenta mantê-la, fazendo tudo o possível para que a crise se mantenha - isto é, sadicamente, para que a doença prossiga, mas sem nunca matar o doente.














Fora com a UE!
Joao (não verificado) on Segunda, 23/01/2012 - 01:16Vamos lutar para tirar Portugal da União Europeia! É a única solução.
Deixar uma resposta