Na última eleição presidencial as televisões cometeram um erro lamentável: já depois de terem levado a cabo uma extensa e redundante série de dez debates entre os cinco candidatos por elas cooptados, veio a descobrir-se que havia mais um candidato às eleições, o qual ficou privado da oportunidade de participar em qualquer debate.
Na próxima eleição legislativa as televisões, em cooperação entre si como anteriormente (de que nos vale termos três canais de televisão se eles cooperam em vez de concorrerem?), vão repetir o erro: vão promover uma extensa e redundante série de dez debates entre os cinco partidos atualmente representados na Assembleia da República, pondo de fora todos os restantes partidos candidatos às eleições.
Se o nosso sistema político está fechado e sem saídas, boa parte da culpa é da comunicação social, que insiste em cortar a voz a todos os pequenos partidos, ao mesmo tempo que amplifica desmedidamente a voz dos partidos que têm deputados eleitos.














Luis, desculpe a ignorância,
Jorge Branco (não verificado) on Sábado, 23/04/2011 - 22:33Luis, desculpe a ignorância, mas a ideia não é precisamente essa? Que partidos com maior relevância politica tenham proporcionalmente maior cobertura? É que o contrário é que me parece algo de estranhar...
Também é da opinião que o que o presidente de uma pequena aldeia tem a dizer é tão relevante no contexto nacional como o que tem o presidente da CML?
proporcionalmente?
Luís Lavoura on Terça, 26/04/2011 - 08:52"partidos com maior relevância politica tenham proporcionalmente maior cobertura"
Se fosse proporcional, como esta frase sugere, eu não protestaria.
O problema é que nem sequer se aproxima de ser proporcional: todos os cinco partidos atualmente representados na Assembleia da República têm o mesmo tempo de antena; todos os restantes partidos têm tempo de antena 0.
"Se o nosso sistema político
Sergio (não verificado) on Sábado, 23/04/2011 - 17:09"Se o nosso sistema político está fechado e sem saídas, boa parte da culpa é da comunicação social, que insiste em cortar a voz a todos os pequenos partidos, ao mesmo tempo que amplifica desmedidamente a voz dos partidos que têm deputados eleitos."
Portanto, working as intended.
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