Retrato de Luís Lavoura

Aquilo que maior perplexidade causa na visita a Portugal do papa, que agora está a terminar, são as dimensões inusitadas da operação de segurança montada para, supostamente, proteger essa visita. Nunca qualquer anterior visita a Portugal de qualquer chefe de Estado, ou conjunto de chefes de Estado, levou, que eu me lembre, ao encerramento de ruas completas e a proibições generalizadas de estacionamento automóvel, incluindo até a proibição de utilização de uma garagem subterrânea que é pertença de privados.

O papa terá sem dúvida inimigos e pessoas que gostariam de o assassinar. Mas dificilmente se concebe que esses inimigos sejam mais determinados e mais organizados do que os inimigos de muitos outros chefes de Estado que já no passado visitaram Portugal. Dificilmente se concebe que haja grupos organizados de inimigos do papa dispostos a, suponhamos, colocar uma bomba debaixo de um automóvel estacionado algures no seu trajeto com o objetivo de o matar.

Isto deixa-me profundamente perplexo. A única explicação que encontro é que tudo isto não passou de um exercício (de coordenação, de comunicação, de intervenção) que as forças policiais decidiram fazer em tempo real. Ou seja, que a visita do papa e a segurança que a ela é, indubitavelmente, necessário fornecer, não passaram de um pretexto para a polícia levar a cabo um gigantesco exercício de teste à sua aptidão.

Pois, isto prova que mesmo o

Anónimo (não verificado) on Sábado, 15/05/2010 - 19:39

Pois, isto prova que mesmo o papa não tem confiança em Deus.

Miguel Araújo

"Dificilmente se concebe que

Luís dos Santos (não verificado) on Sexta, 14/05/2010 - 18:45

"Dificilmente se concebe que haja grupos organizados de inimigos do papa dispostos a, suponhamos, colocar uma bomba debaixo de um automóvel estacionado algures no seu trajeto com o objetivo de o matar."

Ou, já agora, nos contentores do lixo da linha do metropolitano...

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