Retrato de Luís Lavoura

A resposta aos ataques terroristas em França dificilmente pode ser dada por mais bombardeamentos na Síria. Os terroristas vivem na Europa, não vivem na Síria. Os sírios não têm culpa de que haja franceses com vontade de fazer ataques terroristas. Os terroristas eram cidadãos franceses, que falavam entre si em francês e viviam em França. Quanto muito, receberam treino na Síria - mas também poderiam tê-lo recebido na Líbia ou na Nigéria ou no Paquistão.

Além disso, o facto de o Estado Islâmico estar agora a recorrer ao terrorismo é um sinal da sua fraqueza. Já incapaz de possuir território com a facilidade de outrora, o Estado Islâmico recorre ao terrorismo, que é a arma dos fracos. Reduzir ainda mais a força do Estado Islâmico, através de mais bombardeamentos, dificilmente evitará ataques terroristas.

O terrorismo evita-se através de medidas prudenciais, não através de guerra.

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