Retrato de Luís Lavoura

A França, entretanto, já veio mostrar serviço, gabando-se de ter bombardeado uns tantos camiões que se deslocavam, carregados de petróleo extraído em campos petrolíferos do Estado Islâmico.

O presidente russo não perdeu tempo a escarnecer da França: as filas de camiões carregados de petróleo são tão extensas que, segundo ele, qualquer avião voando a 5 quilómetros de altitude as vê. Pergunta o presidente russo porque é que só agora é que a França se lembrou de bombardear essa óbvia fonte de receitas do Estado Islâmico: a exportação de petróleo.

É bom de ver que o Estado Islâmico não tem nenhum oleoduto nem nenhum porto de mar: exporta o seu petróleo através de camiões, presumivelmente para a Turquia, e esse petróleo é carregado em petroleiros num porto turco. À vista de toda a gente, claro. Toda a gente sabe que aquele é petróleo provindo do Estado Islâmico. Quem o paga sabe muito bem a quem o está a comprar. Não é necessária muita intelligence para se saber como e onde o Estado Islâmico se financia.

Se o "Ocidente" não bate com força no Estado Islâmico, é por duas razões muito simples. Primeiro, porque o Estado Islâmico é amigo de amigos do "Ocidente". Os países do Golfo e a Turquia não desgostam por aí além do Estado Islâmico, e o "Ocidente" não lhes quer desagradar. Segundo, porque o Estado Islâmico dá bastante jeito: retira algum território à Síria e ao Iraque, que são aliados do Irão, e impede que o Curdistão adquira mais força.

Há por aí montes de hipocrisia.

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