Retrato de Luís Lavoura

No seu livro sobre a prática da tortura por Estados democráticos, José Sócrates faz notar que esses Estados procuraram com especial afinco desenvolver formas de tortura que não deixem marcas no corpo, por forma a que não haja provas físicas de ter havido tortura.

Agora, no relatório americano sobre as práticas de tortura pela CIA, observamos o resultado dessa busca: simulações de afogamento, hipotermia, "tortura da estátua", tortura do sono. Para além de outros métodos mais subtis, como a privação sensorial e as posições incómodas, bem exemplificadas por aquele prisioneiro em Abu Ghraib forçado a permanecer de pé, com os braços abertos e uma carapuça negra enfiada na cabeça.

Maravilhas científicas de um país democrático que fariam inveja à nossa primitiva PIDE.

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