Retrato de Luís Lavoura

Após a Revolução Francesa, o exército da França passou a ser o exército do seu povo. Ele passou a ser formado por jovens recrutados por entre todo o povo francês. Lutar pelo país e pelo seu povo passou a ser uma obrigação patriótica de todos. Progressivamente, no futuro, as Forças Armadas de todos os países seguiram o mesmo modelo nacionalista e democrático.

Hoje em dia entende-se que as Forças Armadas devem ser profissionais. Já só está nelas quem quer. Vai-se para as Forças Armadas não por dever patriótico, mas para arranjar um emprego, fazer uma formação profissional útil, e ganhar algum dinheiro.

Mas mesmo assim é difícil, nalguns países (por exemplo, nos Estados Unidos), arranjar quem queira ser militar.

Agora a Ucrânia deu o passo seguinte na profissionalização das suas Forças Armadas: passou a permitir que estrangeiros sirvam (ou antes: trabalhem) nelas. A partir de agora, por uma nova lei ucraniana, qualquer cidadão estrangeiro pode ir lutar nas Forças Armadas ucranianas.

Assim se retorna ao ponto inicial da Idade Média: exércitos formados por mercenários. Combater pelo país e pelo seu povo deixou de ser uma obrigação de todos para passar a ser uma profissão de qualquer um. Até de imigrantes.

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