Retrato de Luís Lavoura

Volta-se a defender o voto eletrónico, pela internet, sempre tendo como motivo a elevada abstenção.

Ora, para mim é evidente que qualquer sistema de voto eletrónico tem o problema de que uma pessoa pode delegar o seu direito de voto noutra, sem que depis verifique se essa outra pessoa votou de acordo com os seus desejos. O que me parece completamente inaceitável.

Uma vez havendo o voto eletrónico instituído, haveria velhinhos ou outros deficientes a dizer aos seus familiares para votarem por eles. Haveria, muito provavelmente, compra e venda de direitos de votar, (tal como se faz, ao que parece, nas eleições internas do PSD e do PS): as pessoas venderiam as suas passwords de voto a outras. Seria um verdadeiro forrobodó de compra e venda, e oferta, de direitos de votar. Portugal regressaria aos tempos do caciquismo.

Ser abstencionista é crime?

Shiri Biri (não verificado) on Domingo, 18/10/2015 - 11:37

A primeira questão é se os 44% de abstencionistas têm capacidade logística de utilizar o dito voto electrónico. E, sobretudo, se o querem fazer ou vão permanecer abstencionistas.
Acreditar que os abstencionistas deixariam de o ser se o voto fosse electrónico é muito próximo da crença no Pai Natal.
Mais importante: a abstenção também é uma posição politica. Não serão todos mas, certamente, muitos abstencionistas são-no de forma deliberada e consciente.
Não entendo porque se há-de obrigar os eleitores abstencionistas a votar. No fundo é admitir o falhanço do sistema que não consegue cativar a totalidade dos eleitores.
Serão os abstencionistas que estão errados ou o sistema?

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